Mulheres
«Eh, eu sou Henry Chinaski, o escritor…
«Eh, eu sou Henry Chinaski, o escritor imortal! Abram! Quero mostrar-vos uma coisa!»
Ouvi as risadinhas das raparigas.
«OK», disse eu, «quantas são aí dentro? Duas? Três? Não importa. Aguento-me com três! Não há problema! Estão a ouvir-me? Abram! Tenho uma enorme coisa vermelha! Oiçam, vou bater à porta com ela!»
Fechei o punho e bati na porta. Elas continuavam aos risinhos.
«Pronto. Não querem deixar entrar o Chinaski, ha? Então VÃO-SE FODER!»
Tentei na porta seguinte. «Eh, miúdas! Aqui está o melhor poeta dos últimos dezoito séculos! Abram a porta! Vou mostrar-vos uma coisa! Um doce alimento para os lábios das vossas vaginas!»
Tentei na porta seguinte.
Tentei em todas as portas desse andar antes de descer as escadas até ao segundo e bater em todas, para depois tentar nas do primeiro. Tinha o whisky comigo, mas fiquei cansado.
Parecia que se tinham passado horas depois de eu ter saído do meu quarto. Bebia enquanto caminhava. Sem sorte.
Tinha-me esquecido onde era o meu quarto e em que andar se situava. Por fim, tudo o que eu desejava era voltar para o quarto. Tentei de novo todas as portas, desta vez silenciosamente, muito consciente dos meus calções e meias. Sem sorte. «Os maiores homens são os mais solitários.»
De volta ao terceiro andar, rodei a maçaneta e a porta abriu-se. Lá estava a pasta dos poemas... os copos vazios, os cinzeiros repletos de beatas... as minhas calças, a camisa, os sapatos e o casaco. Foi uma visão maravilhosa. Fechei a porta, sentei-me na cama e acabei com a garrafa de whisky que trazia comigo.
Acordei. Era dia. Eu estava num sítio estranho e limpo, com
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