Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 30 de 247

Páginas do PDF

Mulheres

la casa, acolá.» E apontou. Era uma…

la casa, acolá.» E apontou. Era uma outra casa discográfica, bastante conhecida, que tinha a sede em Londres. Dee Dee ia muitas vezes a minha casa com o seu namorado, quando ele e eu éramos colunistas de um jornal marginal de Los Angeles.

«Meu Deus, estás com um ar porreiro», disse eu.

«Sim, só que...»

«Só que o quê?»

«Só que preciso de um homem. Um tipo fixe.»

«Bem, dá-me o teu número de telefone e talvez te encon-

tre um.»

«Está bem.»

Dee Dee escreveu o seu número de telefone numa tira de papel que pus na minha carteira. Lydia e eu regressámos ao meu velho Volks. «Vais telefonar-lhe», disse Lydia. «Vais servir-te desse número.»

Pus o carro a trabalhar e fui por Hollywood Boulevard.

«Vais servir-te desse número. Tenho a certeza de que te vais servir desse número.»

«Pára com essa merda!», respondi.

Mais uma péssima noite em perspectiva.

14

Tivemos outra zanga. Mais tarde regressei a casa, mas não me apetecia ficar ali sozinho a beber.

Havia corridas nocturnas a trote atrelado. Agarrei numa garrafa e fui para as corridas. Cheguei cedo e escolhi os meus cavalos. Quando acabou a primeira corrida já se tinha ido mais de metade da garrafa. Misturei o resto com café quente e aquilo escorregava bem.

Ganhei três das quatro primeiras corridas. Depois ganhei uma exacta e ao fim da quinta corrida tinha perto de duzentos dólares. Fui ao bar e consultei o quadro dos prémios. Nessa noite tive direito ao que eu chamava «um bom prémio». Lydia teria ficado louca de raiva se me tivesse visto arrebatai” toda aquela massa. Ela não gostava quando eu ganhava, sobretudo quando era ela a perder.

47