Mulheres
solas dos meus sapatos. Continuava a pensar…
solas dos meus sapatos. Continuava a pensar em Lydia. Os melhores momentos da nossa relação pareciam um rato que andava a roer o interior do meu estômago.
Dee Dee parou em frente de um restaurante de luxo. Havia um pátio ensolarado com mesas e cadeiras em que as pessoas se sentavam a comer, a conversar e a beber café. Passámos diante de um preto com botas, jeans e um pesado fio de prata à volta do pescoço. O seu capacete de motorizada, óculos e luvas estavam em cima da mesa. Estava acompanhado por uma rapariga elegante e loira que vestia uma camisola cor de menta e chupava o seu pequeno dedo. O restaurante estava cheio. As pessoas tinham um ar jovem, lavado e doce. Ninguém olhou para nós. Toda a gente conversava calmamente.
Entrámos e um rapaz magro e pálido de nádegas pequenas, metido numas calças prateadas, com um cinto enorme e de camisa dourada, conduziu-nos à mesa. Tinha nas orelhas perfuradas pequenos brincos azuis. O bigode fino como um traço de lápis parecia de cor violeta.
«Dee Dee, o que se passa?», perguntou ele.
«Pequeno-almoço, Donny.»
«Uma bebida, Donny», disse eu.
«Sei do que ele precisa, Donny. Traz-lhe um Golden Flower duplo.»
Encomendámos o pequeno-almoço e Dee Dee disse: «Vai demorar um pouco. Aqui fazem tudo na altura».
«Não gastes muito, Dee.»
«Gasto sempre muito.»
E tirou um pequeno livro negro. «Agora, vejamos. Com quem vou almoçar? Elton John?»
«Penso que ele está em África...»
«Oh!, tens razão. Então que tal o Cat Stevens?»
«Quem é?»
«Não conheces?»
«Não.»
«Bem, fui eu quem descobriu. Tu serás Cat Stevens.»
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