Mulheres
vez em casa dela e outra na…
vez em casa dela e outra na minha. Com bastante prazer. Ela era estranha, mas tinha personalidade e imaginação; houve alegria... excepto na cama... foi fulgurante... mas Drayer Baba separou-nos. Eu estava a perder a batalha com o Deus. «Foder não é o mais importante», disse-me ela.
Fui à loja de comida exótica que ficava no cruzamento de Hollywood Boulevard com Foutain Avenue, a Aunt Bessie. Os empregados eram insuportáveis - rapazes negros e brancos muito inteligentes e snobs. Pavoneavam-se, ignorando e insultando os clientes. As mulheres que lá trabalhavam eram pesadas, sonhadoras, vestiam blusas bastante largas e curvavam a cabeça com o peso de uma culpabilidade adormecida. E os clientes suportavam os insultos e voltavam para ouvirem mais. Os empregados não me chatearam, assim tiveram a oportunidade de viverem mais um dia...
Comprei a prenda de anos de Sara, mel, que é o trabalho de muitas abelhas, recolhido das colmeias com uma agulha. Eu tinha um cesto de vime dentro do qual havia, para além do pão, sal do mar, duas romãs, duas maçãs e algumas sementes de girassol. A geleia real era a grande compra, era bastante cara. Sara tinha dito que gostava de ter e que não podia comprar.
Fui para casa dela. Tinha comprado também várias garrafas de vinho. Na verdade, já tinha esvaziado uma ao fazer a barba. Eu barbeava-me raramente, mas fi-lo por ser o aniversário de Sara e a noite dos antigos combatentes. Ela era uma mulher excepcional. Era encantadora e, coisa estranha, o seu celibato era compreensível. Quero dizer, como ela era, devia ser salva por um bom homem. Não que eu seja bom homem, mas o seu encanto óbvio seria realçado pelo meu encanto óbvio, em Paris, os dois sentados num café, depois de me ter tornado famoso. Ela era afectuosa, ternamente intelectual e, o melhor de tudo, havia reflexos vermelhos no ouro dos seus cabelos. Era como se eu tivesse andado à procura daquela cor de cabelos durante décadas... talvez mais.
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