Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 191 de 247

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Mulheres

nos espalhados ao luar. Por momentos, pensei…

nos espalhados ao luar. Por momentos, pensei em apanhá-los. Voltei-me e fui-me embora.

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Eu ia fazer a leitura em Vancouver por quinhentos dólares, bilhete de ida e volta e alojamento. O responsável, Bart Macintosh, estava nervoso por ter de atravessar a fronteira. Eu ia de avião até Seattle, ele estava lá à minha espera e atravessámos a fronteira de carro; depois da leitura eu apanhava o avião em Vancouver para L. A. Não percebi muito bem o que aquilo significava, mas disse que estava bem.

Uma vez mais estava eu no ar, a beber um duplo vodka 7. Estava na companhia de directores comerciais e homens de negócios. Tinha a minha mala pequena com camisas para mudar, roupas interiores, peúgas, três ou quatro livros de poemas e mais uns dez ou doze poemas novos dactilografados. E uma escova de dentes e dentífrico. Era ridículo ir a qualquer sítio e ser-se pago para ler poesia. Eu não gostava e não deixava de pensar no absurdo que era. Trabalhar como uma besta em empregos modestos até aos cinquenta anos, e de repente viajar por todo o país como um moscardo de copo na mão.

Macintosh estava à espera em Seattle e entrámos para o carro. Foi uma viagem agradável porque nenhum de nós falou muito. A leitura era organizada por particulares, o que eu preferia, em relação às organizadas pelas universidades. As universidades tinham medo; entre outras coisas, tinham medo dos poetas vulgares, mas por outro lado tinham curiosidade em levar lá um.

Esperámos muito tempo na fronteira, com centenas de carros atrás de nós. Os guardas da fronteira desperdiçavam tempo. De vez em quando tiravam um carro velho da bicha, mas em regra geral, faziam uma ou duas perguntas e deixavam passar as pessoas. Eu não percebi as razões do pânico de Macintosh.

«Ó homem», disse ele, «conseguimos passar.»

Vancouver não era muito longe. Macintosh estacionou em

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