Mulheres
«Não», gritei, «não tenho nenhum cabide!»
«Já volto!»
Correu para a casa da mãe. Ouvi abrir-se a porta. Dancy chorava e gritava. Depois ouvi bater a porta, e Tammie trazia um cabide. Dirigiu-se ao Camaro e arrombou a porta.
Encaminhei-me para o carro dela. Tammie tinha subido para o banco de trás e andava pelo meio daquela incrível confusão - roupas, sacos de papel, copos de papel, jornais, garrafas de cerveja, embalagens vazias - tudo ali empilhado. Por fim encontrou: a sua máquina fotográfica, a Polaroid que eu lhe havia oferecido pelos anos.
Enquanto eu guiava o Volks, como se eu fosse ganhar o Grande Prémio, Tammie pendurou-se em mim.
«Tu amas-me mesmo, não é?»
«Sim.»
«Quando chegarmos a Nova Iorque, vou foder-te como nunca na vida foste fodido!»
«A sério?»
«Sim.»
Agarrou-me no caralho e encostou-se a mim. A minha primeira e única ruiva. Eu tinha sorte...
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Subimos a rampa a correr. Eu trazia os vestidos dela e os sacos. Da escada rolante, Tammie viu a máquina de seguros de voo.
«Por favor», disse eu, «só temos cinco minutos para o apanhar.»
«Quero que a Dancy receba o dinheiro.»
«Está bem.»
«Tens duas moedas de 25 cernimos?»
Dei-lhe as moedas. Ela enfiou-as na ranhura e saltou um cartão da máquina.
«Tens uma caneta?»
Tammie preencheu o cartão e agarrou num envelope. Pôs o
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