Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 106 de 247

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Mulheres

«Não», gritei, «não tenho nenhum cabide!»

«Já volto!»

Correu para a casa da mãe. Ouvi abrir-se a porta. Dancy chorava e gritava. Depois ouvi bater a porta, e Tammie trazia um cabide. Dirigiu-se ao Camaro e arrombou a porta.

Encaminhei-me para o carro dela. Tammie tinha subido para o banco de trás e andava pelo meio daquela incrível confusão - roupas, sacos de papel, copos de papel, jornais, garrafas de cerveja, embalagens vazias - tudo ali empilhado. Por fim encontrou: a sua máquina fotográfica, a Polaroid que eu lhe havia oferecido pelos anos.

Enquanto eu guiava o Volks, como se eu fosse ganhar o Grande Prémio, Tammie pendurou-se em mim.

«Tu amas-me mesmo, não é?»

«Sim.»

«Quando chegarmos a Nova Iorque, vou foder-te como nunca na vida foste fodido!»

«A sério?»

«Sim.»

Agarrou-me no caralho e encostou-se a mim. A minha primeira e única ruiva. Eu tinha sorte...

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Subimos a rampa a correr. Eu trazia os vestidos dela e os sacos. Da escada rolante, Tammie viu a máquina de seguros de voo.

«Por favor», disse eu, «só temos cinco minutos para o apanhar.»

«Quero que a Dancy receba o dinheiro.»

«Está bem.»

«Tens duas moedas de 25 cernimos?»

Dei-lhe as moedas. Ela enfiou-as na ranhura e saltou um cartão da máquina.

«Tens uma caneta?»

Tammie preencheu o cartão e agarrou num envelope. Pôs o

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