Mulheres
ele.» Tammie tirou um maço de cigarros…
ele.» Tammie tirou um maço de cigarros da mesa de café e correu porta fora.
Fui buscar a garrafa de champanhe, abri-a e servi-me dum copo. Nunca mais escrevi poemas de amor. Na verdade, não escrevia nada. Não tinha vontade de escrever.
O champanhe escorregava facilmente. Bebia copo atrás de copo. Depois tirei os sapatos e dirigi-me a casa de Bobby. Espreitei através das persianas. Sentados muito perto um do outro, no sofá, conversavam.
Regressei a casa. Acabei com o champanhe e comecei com a cerveja.
O telefone tocou. Era Bobby. «Escuta, não queres cá vir beber uma cerveja connosco?»
Desliguei.
Continuei a beber cerveja e fumei um ou dois cigarros baratos. Estava cada vez mais bêbedo. Fui a casa de Bobby. Bati à porta. Ele abriu-ma.
Ao fundo do sofá, Tammie cheirava coca numa colher da Mc Donald’s. Bobby pôs-me uma cerveja na mão.
«O problema», disse-me ele, «é que tu és inseguro, não tens confiança em ti.»
Eu bebia a cerveja.
«É verdade, o Bobby tem razão», disse Tammie.
«Há qualquer coisa dentro de mim que me magoa.»
«Sentes-te inseguro, é muito simples», disse Bobby.
Eu tinha dois números de telefone da Joanna Dover. Tentei o de Galveston. Ela atendeu.
«Sou eu, Henry.»
«Pareces bêbedo.»
«Estou. Quero ir visitar-te.»
«Quando?»
«Amanhã.»
«Está bem.»
«Vais esperar-me ao aeroporto?»
«Claro, querido.»
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