Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 20 de 247

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Mulheres

Voltei para o sofá para acariciar as…

Voltei para o sofá para acariciar as pernas da tipa da mini-saia e de húmidos lábios como uma flor, que se chamava Lillian.

A festa terminou e desci com Lilly. Despimo-nos e sentámo-nos contra as almofadas a beber vodka e cocktails de vodka. Havia um rádio que estava ligado. Lilly disse-me que tinha trabalhado durante anos para permitir que o seu marido acabasse os estudos e que, logo que ele tinha obtido o diploma, se tinha divorciado dela.

«É nojento», disse eu.

«Foste casado?»

«Sim.»

«O que aconteceu?»

«”Crueldade mental”, segundo os papéis do divórcio.»

«Foi verdade?», perguntou ela.

«Claro: dos dois lados.»

Beijei Lilly. Era tão bom como havia imaginado. A boca-flor estava aberta. Enlaçámo-nos e suguei-lhe os dentes. Separámo-nos.

«Penso», disse ela fixando em mim os seus grandes e magníficos olhos, «que tu és um dos dois ou três melhores escribas contemporâneos.»

Desliguei rapidamente a luz da cabeceira. Beijei-a um pouco mais, acariciei-lhe os seios e o corpo, e depois desci mais abaixo. Eu estava bêbedo, mas acho que me saí bem. Mas depois disto, não consegui mais nada. Andei às voltas, às voltas. Estava com tesão, mas não consegui vir-me. Por fim, caí para o lado e adormeci...

De manhã, Lilly ressonava de costas para baixo. Fui à casa-de-banho mijar, lavar os dentes e a cara. Depois voltei para a cama. Virei-a para mim e comecei a mexer-lhe no sexo. Sempre que estou com ressaca fico cheio de apetite - não para comer, mas para foder. Foder é o melhor remédio para ressacas. Põe tudo a funcionar de novo. Mas o seu hálito era tão mau, que não quis a sua boca-flor. Montei-a. Ela soltou um pequeno gemido.

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Para mim era óptimo. Penso que não lhe dei mais de vinte mocadas, antes de me vir.

Passado um momento, ouvi-a levantar-se e dirigir-se à casa-de-banho. Lillian. Quando voltou, já lhe tinha virado as costas e estava quase a adormecer.

Passado um quarto de hora, ela saiu da cama e começou a vestir-se.

«Qual é o problema?»

«Tenho de me ir embora. Tenho que levar os meus filhos à escola.»

Lillian fechou a porta e subiu as escadas a correr.

Levantei-me, fui à casa-de-banho e durante um momento olhei para o meu rosto no espelho.

Às dez horas subi para o pequeno-almoço. Encontrei-me com Pete e Selma. Selma estava esplêndida. O que se pode fazer para arranjar uma Selma? Os cães acabam sempre com cães. Selma serviu-nos o pequeno-almoço. Ela era bela e pertencia a um homem, a um professor da faculdade. Não era muito justo. Os sedutores bem educados. A educação era o novo deus, e os homens educados os novos senhores do mundo.

«Foi um pequeno-almoço excepcional», disse-lhes. «Obrigado.»

«Que tal foi Lilly?», perguntou Pete.

«Lilly foi muito boa.»

«Sabes que tens de ler esta noite outra vez. Será numa universidade mais pequena, mais conservadora.»

«Está bem. Terei cuidado.»

«O que vais ler?»

«Coisas velhas, acho.»

Terminámos o café e fomo-nos sentar na sala da frente. O telefone tocou, Pete atendeu, falou e virou-se para mim.

«Um tipo do jornal local que te quer entrevistar. O que é que lhe digo?»

«Diz-lhe que está bem.»

Pete deu-lhe a resposta e depois foi buscar um exemplar do

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