Mulheres
que tinha falado a sério sobre Paris…
que tinha falado a sério sobre Paris e o resto. Tinha sido uma boa foda e o jantar fora excelente.
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No dia seguinte, Katherine telefonou-me. Disse que já tinha os bilhetes e que o avião chegava a Los Angeles na sexta-feira, às duas e meia da manhã.
«Katherine, tenho de te dizer uma coisa.»
«Hank, não me queres ver?»
«Quero ver-te mais do que nunca.»
«Então o que é?»
«Bem, lembras-te da Joanna Dover...»
«Joanna Dover?»
«Aquela... tu sabes... o teu marido...»
«O que há com ela, Hank?»
«Bem, ela veio ver-me.»
«Queres dizer que ela foi a tua casa?»
«Sim.»
«O que aconteceu?»
«Conversámos. Comprou-me dois quadros.»
«Não aconteceu mais nada?»
«Sim.»
Katherine ficou silenciosa. Depois disse: «Hank, não sei se ainda me apetece ver-te».
«Compreendo. Olha, porque não pensas primeiro e telefonas-me depois? Desculpa, Katherine. Lamento que tenha acontecido. É tudo o que posso dizer.»
Ela desligou. Não vai telefonar, pensei. A melhor mulher que alguma vez conheci e foi tudo pelos ares. Eu mereço a derrota, mereço morrer sozinho num hospício.
Sentei-me perto do telefone. Li o jornal, a secção de desporto, a secção económica, a banda desenhada. O telefone tocou. Era Katherine. «FODER Joanna Dover!», disse a rir-se. Nunca tinha ouvido Katherine blasfemar daquela maneira.
«Então vens?»
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