Mulheres
Voltei outra vez para a cozinha.
«Adeus.»
Voltei outra vez para a cozinha.
«Era a dançarina canadiana», disse eu a Sara.
«Como está ela?»
«Está cheia de alegria natalícia.»
Sara meteu o peru no forno e fomos para a sala da frente. Falámos durante algum tempo. E depois tocou o telefone mais uma vez. «Está», disse eu.
«E o Henry Chinaski?», era uma voz de homem novo.
«Sim.»
«Você é o Henry Chinaski, o escritor?»
«Sim.»
«A sério?»
«Sim.»
«Bem, nós somos um grupo de gajos de Bei Air e gostamos muito das tuas coisas, meu! Gostamos tanto que vamos aí recompensar-te, meu!»
«Oh?»
«Sim, vamos para aí com algumas embalagens de cerveja.»
«Metam as cervejas pelo eu acima!»
Desliguei.
«Quem era?», perguntou Sara.
«Acabo de perder três ou quatro leitores de Bei Air. Mas valeu a pena.»
O peru estava pronto, tirei-o do forno, pu-lo num prato, tirei a máquina de escrever e todos os papéis de cima da mesa da cozinha e pus lá o peru. Comecei a trinchar enquanto Sara vinha com os legumes. Sentámo-nos. Enchi o meu prato e Sara o dela. Estava com bom aspecto.
«Espero que a rapariga das tetas não volte», disse Sara. Parecia estar muito preocupada.
«Se ela vier, dou-lhe um bocado.»
«O quê?»
Apontei para o peru. «Eu disse, dou-lhe um bocado. Podes ver.»
Sara gritou. Levantou-se. Estava a tremer. Depois correu para o quarto. Olhei para o peru. Não consegui comer. Voltei a carregar no botão errado. Fui para a sala da frente com o meu
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