Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 220 de 247

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Mulheres

«Queres que te leve a casa?»

«Gosto daquilo.»

«Queres que te leve a casa?»

«Se não te importares.»

Ela vivia dois quarteirões a leste de Fairfax. «A minha casa é aquela», disse, «com a porta de rede.»

«Parece ser uma bonita casa.»

«E. Queres entrar um bocado?»

«Tens algo que se beba?»

«Gostas de xerez?»

«Com certeza...»

Entrámos. Havia toalhas no chão. Ela atirou-as para debaixo do sofá. Voltou com o xerez. Era uma coisa barata.

«Onde é a casa-de-banho?»

Puxei o autoclismo para que não me ouvisse vomitar o xerez. Voltei a puxar e saí.

«Mais um copo?», perguntou ela.

«Com certeza.»

«Os miúdos estiveram cá, por isso é que a casa está nesta confusão.»

«Tens filhos?»

«Sim, mas o Sam toma conta deles.»

Acabei de beber. «Bem, obrigado pela bebida. Tenho de ir andando.»

«Está bem, já tens o meu número de telefone?»

«Claro.»

Valência acompanhou-me até à porta. Beijámo-nos. Dirigi-me para o Volks. Entrei e liguei o motor. Virei a esquina, parei em segundas vias, abri a porta e vomitei o meu último copo.

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De três em três ou de quatro em quatro dias encontrava-me com Sara, em casa dela ou na minha. Dormíamos juntos, mas não havia sexo. Andávamos muito perto disso, mas

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