Mulheres
Seção 231
«Obrigada.»
«De nada.»
Depois, foi-se embora.
Sara apareceu na noite seguinte. Raramente vinha com tanta frequência, devia ter que ver com as férias, toda a gente estava perdida, meio maluca, com medo. Eu tinha o vinho branco preparado e servi dois copos.
«Como vai o Drop On Inn?», perguntei-lhe.
«O negócio vai mal. Não compensa ter aquilo aberto.»
«Para onde foram os teus clientes?»
«Saíram da cidade; foram para não sei onde.»
«Todos os nossos planos saem furados.»
«Nem todos. Algumas pessoas conseguem mante-los por muito tempo.»
«É verdade.»
«E a sopa?»
«Está quase no fim.»
«Gostaste?»
«Não comi muita.»
Ela foi à cozinha e abriu o frigorífico.
«O que aconteceu à sopa? É estranho.»
Provou-a. Depois correu para o lava-loiças e cuspiu-a.
«Meu Deus, está envenenada! O que aconteceu? A Tammie e a Arlene estiveram cá e também comeram a sopa?.»
«Só a Tammie.»
Sara não gritou. Apenas deitou o resto da sopa no lava-loiças.
Ouvi-a soluçar, tentando não fazer barulho. Aquele pobre peru macrobiótico tinha tido um Natal agitado.
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A véspera do Ano Novo era mais uma noite horrível para mim. Os meus pais sempre gostaram do Ano Novo e seguiam-no pela rádio, de cidade em cidade, até chegar a vez de
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