Mulheres
«Disseste que tinha acabado.»
«E acabou. Simplesmente não quero que ela ande mal. Quero explicar-lhe o que se passou. As pessoas são muito frias umas para as outras. Não quero que ela volte, quero apenas tentar explicar-lhe o que se passou, para que ela compreenda.»
«Tu queres fodê-la.»
«Não, não quero fodê-la. Quis ardentemente fodê-la quando estava com ela. Quero simplesmente explicar-lhe.»
«Não gosto disso. Cheira-me a gato.»
«Deixa-me fazer isso. Por favor. Só quero esclarecer a situação. Volto logo.»
«Está bem. Mas despacha-te.»
Entrei para o Volks. Cortei em Fountain, andei alguns quilómetros, virei para norte, em Bronson, e cortei para o bairro de luxo. Estacionei cá fora, saí. Subi as escadas e toquei à campainha. Bianca abriu a porta. Lembro-me de uma noite ela ter-me aberto a porta, nua, abracei-me a ela e, enquanto nos beijávamos, Dee Dee desceu e disse: «Mas que raio se está aqui a passar?».
Mas desta vez foi diferente. «O que queres?», perguntou Bianca.
«Quero ver Dee Dee. Quero falar-lhe.»
«Ela está doente. Muito doente. Acho que não deves vê-la depois de a teres tratado daquele modo. És um filho da puta de primeira.»
«Só quero falar-lhe por momentos, explicar-lhe a situação.»
«Está bem. Ela está no quarto.»
Percorri o corredor até ao quarto. Dee Dee estava estendida na cama, em calcinhas. Um dos braços cobria os olhos. Os seus seios eram fabulosos. Havia uma garrafa de whisky vazia junto à cama e um bacio. O bacio cheirava a vómito e a álcool.
«Dee Dee...»
Ela levantou o braço.
«O quê? Hank, voltaste?»
«Não, espera, quero apenas falar contigo...»
«Oh! Hank, senti tanto a tua falta.» Pôs-se a chorar.
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