Mulheres
Seção 188
«Aconteceu alguma coisa?»
«Não.»
«Porquê?»
«Porque não.»
«Quero dizer, porque não a foeste?»
«Escuta, achas que não faço mais nada senão isso? Achas que só isso me interessa?»
«Então não se passou nada?»
«Sim.»
«O quê?»
«Sim, nada.»
«Para onde vais quando saíres daí?»
«Para minha casa.»
«Vem cá.»
«E o teu trabalho?»
«Estamos quase a acabar. A Tessie pode ocupar-se disso.»
«Está bem.»
Desliguei.
«O que vais fazer?», perguntou.
«Vou a casa de Debra. Disse-lhe que estava lá dentro de 45 minutos.»
«Mas pensava que íamos almoçar juntos, naquele restaurante mexicano de que te falei.»
«Escuta, ela está interessada em mim. Como é que podemos discutir enquanto almoçamos?»
«Estava a contar almoçar contigo.»
«Merda, e os teus clientes?»
«Abro às onze horas. Ainda são dez.»
«Pronto, vamos comer...»
O restaurante mexicano situava-se num bairro hippie de Hermosa Beach. Gajos calmos e indiferentes. Morte na praia. Deixa estar, vive, calça sandálias e finge que o mundo é bom.
Enquanto esperávamos pela comida, Sara estendeu a mão e mergulhou o dedo numa tigela de molho picante e chupou-o. Voltou a meter o dedo. Ela inclinava a cabeça por cima da tige-
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