Mulheres
«Estás a falar a sério?»
«Anda, eu mostro-te.»
Lydia seguiu-me. «A caixa de velocidades funcionava perfeitamente. E de repente, o carro recusa-se a andar, só anda de marcha-atrás. Ia para casa assim.»
Entrei. «Repara.»
Liguei o carro, meti a primeira e larguei a embraiagem. O carro avançou. Meti a segunda e acelerou. Meti a terceira. Andou perfeitamente. Dei meia volta e parei do outro lado da rua. Lydia aproximou-se.
«Ouve», disse eu, «tens de acreditar em mim. Há um minuto não andava senão em marcha-atrás e agora está bem. Por favor, acredita.»
«Acredito. Deus é culpado. Acredito em coisas deste género.»
«Isto deve querer dizer qualquer coisa.»
«Claro.»
Saí do carro. Entrámos em casa.
«Tira a camisa e os sapatos», disse ela, «e estende-te na cama. Quero espremer os teus pontos negros.»
16
O antigo lutador japonês vendeu a casa de Lydia. Ela tinha de sair. Lydia, Tonto, Lisa e o cão, Bugbutt. Em Los Angeles, a maior parte dos proprietários afixam o mesmo aviso: SÓ ADULTOS. Com duas crianças e um cão era muito difícil. Só o seu aspecto poderia ajudá-la. Era necessário encontrar um proprietário.
Andei com eles por toda a cidade. Sem resultado. Depois escondi-me no carro. Não resultou. Enquanto guiava, Lydia gritava pela janela: «Não há ninguém nesta cidade que alugue uma casa a uma mulher com duas crianças e um cão?».
Inesperadamente, vagou um apartamento ao pé de mim. Vi as pessoas mudarem-se e fui logo falar com Mrs. O’Keefe.
«Escute, a minha namorada precisa de um sítio para viver.
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