Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 32 de 247

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Mulheres

«Estás a falar a sério?»

«Anda, eu mostro-te.»

Lydia seguiu-me. «A caixa de velocidades funcionava perfeitamente. E de repente, o carro recusa-se a andar, só anda de marcha-atrás. Ia para casa assim.»

Entrei. «Repara.»

Liguei o carro, meti a primeira e larguei a embraiagem. O carro avançou. Meti a segunda e acelerou. Meti a terceira. Andou perfeitamente. Dei meia volta e parei do outro lado da rua. Lydia aproximou-se.

«Ouve», disse eu, «tens de acreditar em mim. Há um minuto não andava senão em marcha-atrás e agora está bem. Por favor, acredita.»

«Acredito. Deus é culpado. Acredito em coisas deste género.»

«Isto deve querer dizer qualquer coisa.»

«Claro.»

Saí do carro. Entrámos em casa.

«Tira a camisa e os sapatos», disse ela, «e estende-te na cama. Quero espremer os teus pontos negros.»

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O antigo lutador japonês vendeu a casa de Lydia. Ela tinha de sair. Lydia, Tonto, Lisa e o cão, Bugbutt. Em Los Angeles, a maior parte dos proprietários afixam o mesmo aviso: SÓ ADULTOS. Com duas crianças e um cão era muito difícil. Só o seu aspecto poderia ajudá-la. Era necessário encontrar um proprietário.

Andei com eles por toda a cidade. Sem resultado. Depois escondi-me no carro. Não resultou. Enquanto guiava, Lydia gritava pela janela: «Não há ninguém nesta cidade que alugue uma casa a uma mulher com duas crianças e um cão?».

Inesperadamente, vagou um apartamento ao pé de mim. Vi as pessoas mudarem-se e fui logo falar com Mrs. O’Keefe.

«Escute, a minha namorada precisa de um sítio para viver.

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