Mulheres
Na manhã seguinte, cerca das l O…
Na manhã seguinte, cerca das l O e 30, Tammie bateu à porta. Abri-a. «Sua puta.»
«Pára de falar assim», disse ela.
«Queres uma cerveja?»
«Sim.»
Sentou-se. «Pois bem, bebemos a garrafa de margarita. E depois o meu irmão foi-se embora. O Filbert era adorável. Ele ficou sentado e falou pouco. ”Como vais para casa?”, perguntei-lhe. ”Tens carro?”, e ele disse que não. Ele ficou ali sentado, a olhar para mim e eu disse: ”Bem, eu tenho carro, levo-te a casa”. E levei-o a casa. Depois, quando lá cheguei, fui para a cama com ele. Eu estava muito bêbeda, mas ele não me tocou. Disse que tinha de ir trabalhar de manhã.» Tammie riu-se. «De vez em quando, durante a noite, tentou aproximar-se de mim. Pus a almofada sobre a cabeça e pus-me a rir. Continuei com a almofada na cara e a rir-me. Ele desistiu. Depois de ele ter ido para o trabalho, fui a casa da minha mãe e levei a Dancy para a escola. E agora aqui estou...»
No dia seguinte, Tammie estava anfetaminada. Ela entrava e saía da minha casa. Por fim, disse-me: «Volto logo à noite. Vejo-te logo à noite!».
«À noite, não.»
«O que se passa contigo? Imensos homens ficariam felizes por me verem à noite.»
Tammie saiu e bateu com a porta. Estava uma gata grávida a dormir na minha varanda.
«Desaparece daqui, Ruiva!»
Agarrei na gata e atirei-a em direcção a Tammie. Falhei por meio centímetro e a gata foi parar a um arbusto vizinho.
Na noite seguinte, Tammie estava com speed. Eu estava bêbedo. Tammie e Dancy gritavam-me pela janela de cima.
«Vá lá seu estúpido, vá lá.»
«Ih, seu estúpido, seu estúpido! Ah, ah, ah!»
«Ah, balões!», respondi, «a tua mãe tem uns balões enormes!»
«Vá comer ratos, seu parvo!»
«Seu parvo, seu estúpido, seu parvo! Ah, ah, ah!»
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