Mulheres
Fui para casa. O apartamento estava na…
Fui para casa. O apartamento estava na mesma - garrafas e lixo por todo o lado. Tinha de o limpar um pouco. Se alguém o visse naquele estado, eu teria sido preso.
Alguém bateu à porta. Abri-a. Era Tammie. «Olá!», disse ela.
«Olá!»
«Devias estar muito apressado quando partiste. As portas estavam todas abertas. A de trás estava completamente aberta. Prometes não divulgar o que te vou dizer?»
«Prometo.»
«A Arlene veio cá fazer uma chamada interurbana.»
«Está bem.»
«Tentei impedir mas não consegui. Ela tinha tomado comprimidos.»
«Está bem.»
«Onde estiveste?»
«Em Galveston.»
«Porque partiste daquela maneira? És doido.»
«E no sábado parto outra vez.»
«Sábado? Que dia é hoje?»
«Quinta-feira.»
«Para onde vais?»
«Nova Iorque.»
«Para quê?»
«Para uma leitura. Enviaram-me os bilhetes há duas semanas. E tenho percentagem sobre as entradas.»
«Oh, leva-me contigo! Deixo a Dancy com a minha mãe. Quero ir.»
«Não tenho dinheiro para te levar. Levar-me-ia todo o dinheiro que tenho. Ultimamente tenho gasto muito.»
«Serei boa! Serei tão boazinha! Estarei sempre a teu lado! Senti muito a tua falta.»
«Não posso, Tammie.»
Foi ao frigorífico buscar uma cerveja. «Estás-te na tintas! Todos aqueles poemas de amor são falsos.»
«Quando os escrevi, não.»
O telefone tocou. Era o meu editor.
«Por onde andaste?»
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