Mulheres
Seção 230
«Eh, sopa, hem?»
«Sim.»
«Está boa?»
«Sim.»
«Posso provar?»
«OK.»
Ouvi Tammie a pôr a sopa ao lume. Depois ouvi o barulho da colher.
«Meu Deus! Isto está imosso! Precisa de condimentos*.»
Tirou os condimentos. Depois experimentou.
«Está muito melhor! Mas precisa de mais! Sou italiana, sabes. Agora... Ah!... está melhor! Agora vou aquecê-la. Posso beber uma cerveja?»
«Claro.»
Veio sentar-se com a garrafa.
«Sentiste a minha falta?», perguntou.
«Nunca o saberás.»
«Acho que vou retomar o meu trabalho no Playa Pen.»
«Óptimo.»
«Faz-se lá bom dinheiro. Havia um gajo que me dava 5 dólares todas as noites. Estava apaixonado por mim. Mas nunca me pediu para sair com ele. Contentava-se em galar-me. Era estranho. Era um cirurgião especializado em operações ao recto e por vezes masturbava-se a olhar para mim. Eu conseguia sentir-lhe o cheiro, sabes.»
«Devias agradar-lhe...»
«Acho que a sopa já deve estar. Queres?»
«Não, obrigado.»
Tammie foi para a cozinha e ouvi-a meter a colher na panela. Ficou lá bastante tempo. Depois voltou.
«Podes emprestar-me cinco notas até sexta-feira?»
«Não.»
«Então duas.»
«Não.»
«Então dá-me um dólar.»
Dei-lhe uma mão cheia de trocos. Perfez um dólar e trinta e sete cên timos.
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