Mulheres
meu «não desistente» estava a quatro contra…
meu «não desistente» estava a quatro contra um; ganhou com dois braços e meio de vantagem e rendeu 10.20 dólares por dois dólares. Eu tinha 25.50 dólares de lucro.
«Vamos tomar um copo», disse para Tanya. «O barman faz os melhores Bloody Mary do Sul da Califórnia.»
Fomos ao bar. Pediram o bilhete de identidade de Tanya. Deram-nos as bebidas.
«Qual é que te agrada na próxima corrida?»
«Zag-Zig.»
«Achas que ele vai ganhar?»
«Tu tens dois seios?»
«Reparaste?»
«Sim.»
«Onde é a casa-de-banho das mulheres?»
«Vira à direita duas vezes.»
Assim que Tanya me deixou, pedi outro PM. Um tipo negro dirigiu-se a mim. Tinha perto de 50 anos.
«Hank, como tens passado?»
«Vou aguentando.»
«Homem, sentimos a tua falta lá nos correios. Foste um dos tipos mais alegres que por lá tivemos. Sentimos mesmo a tua falta.»
«Obrigado, dá cumprimentos meus aos rapazes.»
«O que fazes agora, Hank?»
«Oh, luto com uma máquina de escrever.»
«O que queres dizer?»
«Luto com uma máquina de escrever.»
Levantei as duas mãos e comecei a escrever numa máquina inexistente.
«Queres dizer que és dactilógrafo?»
«Não. Escrevo.»
«Escreves o quê?»
«Poemas, contos, romances. Pagam-me para isso.»
Ele olhava para mim. Virou as costas e foi-se embora.
Tanya voltou. «Um filho da puta tentou engatar-me!>; «Oh? Desculpa. Devia ter ido contigo.»