Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 161 de 247

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Mulheres

«Sim, é em Westlake, ao pé da…

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«Sim, é em Westlake, ao pé da antiga escola de Belas-Artes.»

«Como sabes?»

«Já lá levei uma mulher.»

«Cabrão.»

«OK, agora...»

«Tenho uma amiga que trabalha lá. Não sei onde ela vive e não encontro o nome dela na lista telefónica. Mas sei que ela trabalha no Women’s Lib. Vou passar dois dias com ela. Não quero regressar a San Francisco como estou agora...»

Liza reuniu as suas coisas e meteu-as na mala. Fomos para o carro e levei-a até Westlake. Uma vez levei Lydia até lá, por causa de uma exposição de arte feminina, onde ela tinha algumas esculturas.

Parei em frente do edifício.

«Eu espero até descobrires a tua amiga.»

«Não vale a pena. Podes ir.»

«Eu espero.»

Esperei. Liza saiu, fazendo-me adeus. Retribuí-lhe, liguei o motor e parti.

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Uma semana depois, à tarde, eu estava sentado em calções. Bateram levemente à porta.

«Um momento», disse eu. Vesti o roupão e abri a porta.

«Somos alemãs. Lemos os seus livros.»

Uma parecia ter dezanove anos e a outra vinte e dois.

Eu tinha dois ou três livros publicados na Alemanha, com tiragem limitada. Eu nasci na Alemanha em 1920, em Andernach. A casa onde passei a minha infância era agora um bordel. Eu não sabia falar alemão. «Entrem.»

Elas sentaram-se no sofá.

«Chamo-me Hilda», disse a de dezanove anos.

«Eu chamo-me Gertrude», disse a outra.

«Eu sou Hank.»

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