Mulheres
«Sim, é em Westlake, ao pé da…
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«Sim, é em Westlake, ao pé da antiga escola de Belas-Artes.»
«Como sabes?»
«Já lá levei uma mulher.»
«Cabrão.»
«OK, agora...»
«Tenho uma amiga que trabalha lá. Não sei onde ela vive e não encontro o nome dela na lista telefónica. Mas sei que ela trabalha no Women’s Lib. Vou passar dois dias com ela. Não quero regressar a San Francisco como estou agora...»
Liza reuniu as suas coisas e meteu-as na mala. Fomos para o carro e levei-a até Westlake. Uma vez levei Lydia até lá, por causa de uma exposição de arte feminina, onde ela tinha algumas esculturas.
Parei em frente do edifício.
«Eu espero até descobrires a tua amiga.»
«Não vale a pena. Podes ir.»
«Eu espero.»
Esperei. Liza saiu, fazendo-me adeus. Retribuí-lhe, liguei o motor e parti.
86
Uma semana depois, à tarde, eu estava sentado em calções. Bateram levemente à porta.
«Um momento», disse eu. Vesti o roupão e abri a porta.
«Somos alemãs. Lemos os seus livros.»
Uma parecia ter dezanove anos e a outra vinte e dois.
Eu tinha dois ou três livros publicados na Alemanha, com tiragem limitada. Eu nasci na Alemanha em 1920, em Andernach. A casa onde passei a minha infância era agora um bordel. Eu não sabia falar alemão. «Entrem.»
Elas sentaram-se no sofá.
«Chamo-me Hilda», disse a de dezanove anos.
«Eu chamo-me Gertrude», disse a outra.
«Eu sou Hank.»
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