Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 24 de 247

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obviamente interessado em Lydia. Não havia problema.…

obviamente interessado em Lydia. Não havia problema. Era uma velha e bonita casa.

«Tonto», disse eu enquanto comíamos, «sabes que, quando a tua mãe grita de noite, não sou eu que bato nela. Tu sabes quem está realmente em apuros?»

«Sim, sei.»

«Então, porque não vens em meu auxílio?»

«Ui ui. Eu conheço-a.»

«Escuta, Hank», disse Lydia, «não ponhas as crianças contra mim.»

«Ele é o homem mais feio do mundo», disse Lisa.

Eu gostava de Lisa. Ela havia de ser super sexy, uma super sexy com personalidade.

Depois do jantar, eu e Lydia fomos para o quarto e estendemo-nos. Lydia tinha um fraco por pontos negros e borbulhas. Eu tinha o rosto estragado. Ela virou a lâmpada para o meu rosto e começou. Eu gostava daquilo. Fazia-me formigueiro e por vezes entesava-me. Muito íntimo. Às vezes, entre duas espremidelas, Lydia dava-me um beijo. Ela começava sempre pelo meu rosto para em seguida passar para as costas e o peito.

«Tu amas-me?»

«Sim.»

«Oh, olha só este!»

Era um ponto negro com uma comprida cauda amarela.

«Nada mal», disse eu.

Ela estava esticada sobre mim. Parou de espremer e olhou para mim.

«Hei-de assistir ao teu enterro, seu grande cabrão.»

Ri-me. Lydia beijou-me.

«Eu hei-de mandar-te de volta para o manicómio», disse-lhe.

«Vira-te. Deixa-me ver as tuas costas.»

Virei-me. Ela espremeu-me no pescoço. «Oh, está aqui um bom! Ele saltou! Atingiu-me o olho!»

«Devias trazer óculos de protecção.»

«Vamos fazer um pequeno Henry\ Pensa nisso, um pequeno Henry Chinaski!»

«Vamos esperar um pouco.»