Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 166 de 247

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tância do tamanho da mão. Nunca percebi…

tância do tamanho da mão. Nunca percebi como consegui vencer trinta por cento das minhas lutas.) De qualquer modo, Cassie sentia que tinha vantagem sobre as outras duas, apesar de eu não ter feito a minha escolha.

Depois tive que ler, e foi uma noite de sorte. Era o mesmo público. O público ficou cada vez mais quente, selvagem e entusiástico. Por vezes eram eles os responsáveis, outras era eu. Sobretudo eu. Era como subir para um ringue: devemos sentir-nos em dívida para com eles ou o melhor é não pôr lá os pés. Tagarelei, andei de um lado para o outro, arrastei-me, e no último round ultrapassei as marcas, lancei o árbitro no tapete. Um espectáculo é um espectáculo. Como na noite anterior eu tinha falhado, o meu sucesso deve tê-los surpreendido. A mim surprendeu-me.

Cassie esperava-me no bar. Sara passou-me um bilhete amoroso com o seu número de telefone. Debra não era tão imaginativa -- deu-me simplesmente o seu número de telefone. Durante um momento - estranhamente - pensei em Katherine, e paguei um copo a Cassie. Nunca mais havia de voltar a ver Katherine. A minha pequena texana, a minha beleza das belezas. Adeus, Katherine.

«Olha, Cassie, podes levar-me a casa? Estou muito bêbedo para conduzir. Mais uma prisão por conduzir bêbedo e estou feito.»

«Está bem, levo-te a casa. E o teu carro?»

«Que se lixe. Deixo-o ficar.»

Fomos no seu MG. Era como um filme. Esperava a todo o momento que ela me deixasse ficar no cruzamento seguinte. Ela tinha vinte e picos. Falava enquanto conduzia. Trabalhava numa companhia discográfica, gostava do seu trabalho, não precisava de chegar ao serviço antes das dez e meia da manhã e partiu quando eram três da manhã. «Nada mau», disse ela, «e eu gosto do que faço. Posso contratar e despedir pessoas, tenho um lugar de responsabilidade, mas ainda não despedi ninguém. As pessoas são óptimas, e já editámos discos formidáveis...»

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