Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 238 de 247

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Mulheres

Ela entregava-se. Era espantosa. Quarenta e cinco…

Ela entregava-se. Era espantosa. Quarenta e cinco quilos. O elefante e o rato.

Tanya levantou-se com o copo na mão, levantou a saia e sentou-se nos meus joelhos, cara a cara. Não tinha cuecas. Começou a esfregar a cona no meu caralho. Agarrámo-nos, beijámo-nos e ela continuava a esfregar-se. Era muito eficaz. Torce-te, pequena serpentezinha!

Depois Tanya abriu-me a braguilha. Tirou-me o caralho e enfiou-o na cona. Começou a cavalgar. Ela sabia daquilo, com os seus quarenta e cinco quilos. Eu mal conseguia pensar. Eu fazia pequenos movimentos, acertando de vez em quando com os movimentos dela. Beijámo-nos. Era incrível: eu estava a ser violado por uma criança. Começou a dar movimentos rotativos. Ela tinha-me agarrado. Era uma loucura. Só carne, nada de amor. O ar cheirava a sexo. Minha criança, minha criança. Como é que o teu pequeno corpo consegue fazer estas coisas? Quem inventou as mulheres? Com que fim? Para isto, por exemplo! E éramos completamente estranhos\ Era como foder com a própria merda.

Ela trabalhava como um macaco numa corda. Tanya era uma fiel leitora dos meus livros. Ela foi descendo com a cabeça. Esta criança conhecia qualquer coisa. Sentia a minha angústia.

Ela mexia-se furiosamente, esfregando o clitóris com o dedo, a cabeça lançada para trás. Participávamos ambos no mais antigo e excitante de todos os jogos. Viemo-nos ao mesmo tempo, isso durou um tempo imenso e pensei que o meu coração ia parar. Ela caiu por cima de mim, minúscula e frágil. Toquei-lhe nos cabelos. Estava a transpirar. Depois ela afastou-se de mim e foi para a casa-de-banho.

Consumada a violação. Na nossa época, as crianças eram bem ensinadas. O violador violado. A justiça final. Seria ela uma mulher libertada? Não, ela era apenas uma brasa.

Tanya voltou. Bebemos outro copo. Raios, ela começou a rir-se e a falar, como se nada tivesse acontecido. Sim, era isso. Para ela tinha sido apenas um exercício, como nadar ou fazer jogging.

Tanya disse: «Acho que vou mudar de casa. Rex anda a fazer-me a vida negra».

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«Oh.»

«Quero dizer, não fazemos sexo, nunca fizemos, mas contudo ele é ciumento. Lembras-te da noite em que te telefonei?»

«Não.»

«Bem, depois de eu ter desligado, ele atirou o telefone contra a parede.»

«Talvez esteja apaixonado por ti. Devias ser mais simpática com ele.»

«És gentil com as pessoas que amas?»

«Não, não sou.»

«Porquê?»

«Sou infantil; não consigo suportar esse peso.»

Bebemos durante o resto da noite e deitámo-nos um pouco antes do amanhecer. Não tinha dobrado em dois aqueles quarenta e cinco quilos. Ela conseguia comigo e mais, muito mais do que isso.

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Quando acordei, algumas horas mais tarde, Tanya não estava na cama. Eram nove horas da manhã. Encontrei-a sentada no sofá, a beber uma garrafa de whisky.

«Meu Deus, começas cedo.»

«Acordo sempre às seis da manhã e levanto-me.»

«Eu levanto-me sempre ao meio-dia. Vamos ter esse problema.»

Tanya bebeu um gole de whisky e eu voltei para a cama. Levantar às seis da manhã era uma loucura. Ela estava completamente arrasada. Não admira que ela pesasse pouco.

Entrou no quarto. «Vou dar uma volta.»

«OK.»

Voltei a adormecer.

Quando acordei, Tanya estava por cima de mim. O meu caralho estava teso e enterrado na sua cona. Mais uma vez, ela cavalgava-me. Lançava a cabeça para trás, arqueando o corpo. Fa-

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