Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 57 de 247

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Mulheres

magia. A fêmea abre-se lentamente. Gosto disto,…

magia. A fêmea abre-se lentamente. Gosto disto, gosto disto. Depois percevejos. Mindy abre-se, começa a ficar molhada. Ela é bonita. Depois montei-a. Com a minha na sua boca, enfiei-lha.

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Bebemos durante todo o dia e nessa noite tentei de novo fazer amor com ela. Fiquei estupefacto e desgostoso ao descobrir que ela tinha uma rata enorme. Uma rata super grande. Na noite anterior não tinha reparado. Era uma tragédia. O maior pecado da mulher. Trabalhei arduamente. Mindy estava imóvel como se estivesse a gozar. Eu pedia a Deus que sim. Comecei a transpirar. As costas doíam-me. Sentia-me tonto, doente. A sua rata parecia tornar-se maior. Eu não conseguia sentir nada. Era como tentar foder um enorme saco de papel. Eu tocava apenas nos lados da sua cona. Era a agonia, um trabalho desmesurado sem a minha recompensa. Eu estava fodido. Não quis ferir-lhe os sentimentos. Eu queria vir-me desesperadamente. Não era apenas da bebida. Mesmo quando bebia era muito melhor do que a maioria. Ouvi o meu coração. Senti o meu coração. Senti-o no meu peito. Senti-o na garganta. Senti-o na garganta. Senti-o na cabeça. Insuportável. Caí para o lado a arfar.

«Desculpa, Mindy. Meu Deus, desculpa.»

«Não há problema, Hank.»

Fiquei de barriga para baixo. Eu tresandava a suor. Levantei-me e preparei duas bebidas. Sentámo-nos na cama, lado a lado, e bebemos. Não conseguia perceber como tinha tido um orgasmo da primeira vez. Tínhamos um problema. Toda aquela beleza, toda aquela gentileza, toda aquela bondade e tínhamos um problema. Não era capaz de dizer a Mindy o que tinha sido. Não sabia como dizer-lhe que tinha uma rata enorme. Talvez nunca ninguém lhe tivesse dito.

«Será muito melhor quando beber menos», disse eu.

«Por favor, não te preocupes, Hank.»

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