Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 155 de 247

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Mulheres

«O meu apartamento é óptimo, mas tudo…

«O meu apartamento é óptimo, mas tudo o que tenho é um colchão de água.»

«Está bem.»

«Mas tens de me deixar cozinhar para ti. Boa comida.»

«Óptimo.» Olhei para as suas pernas. Depois acariciei-lhe um dos joelhos. Beijei-a. Ela retribuiu-me como só retribui uma mulher solitária.

«Achas-me atraente?», perguntou Liza.

«Claro. Mas gosto mais do teu estilo. Tens muito charme.»

«E tu tens bom aspecto, Chinaski.»

«Pois. Tenho quase 60 anos.»

«Pareces ter quarenta, Hank.»

«Tu é que estás com óptimo aspecto, Liza.»

«Claro. Tenho 32.»

«Fico contente por não teres 22.»

«E eu por não teres 32.»

«É uma noite alegre, esta», disse eu.

íamos beberricando os nossos vodkas.

«O que pensas das mulheres?», perguntou ela.

«Não sou um pensador. Cada mulher é diferente. Fundamentalmente parecem ser uma combinação do melhor e do pior - ambas coisas mágicas e terríveis. Portanto, estou contente por elas existirem.»

«Como é que as tratas?»

«Elas são melhores para mim do que eu para elas.»

«Achas que é justo?»

«Não é justo, mas as coisas são assim.»

«Es honesto.»

«Nem por isso.»

«Amanhã, depois de comprar os fatos, gostava de os experimentar. Podes dizer-me de qual gostas mais.»

«Claro. Mas eu prefiro os vestidos compridos. E o charme.»

«Vou comprar de todos os feitios.»

«Nunca compro roupa antes de a que tenho ficar aos pedaços.»

«As tuas despesas são doutro género.»

«Liza, vou para a cama depois deste copo, está bem?»

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