Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 90 de 247

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Mulheres

Quinze minutos depois, o carro da polícia apareceu.

«É um Volks cor de laranja. Chama-se a Coisa e parece um tanque. Não me lembro da matrícula, mas as letras são HZY, como HAZY, percebeu?»

«E a direcção?»

Dei-lhes a direcção...

Como esperava, trouxeram-na de volta.

Quando pararam, ouvi-a no banco de trás, a chorar.

«FICA AÍ», disse um polícia ao sair do carro. Seguiu-me até casa. Entrou e afastou com os pés os pedaços de vidro. Por qualquer razão, dirigiu o foco da sua lanterna para o tecto e para os seus ornamentos.

«Quer fazer uma participação?»

«Não. Ela tem filhos. Não quero que ela perca os miúdos. O ex-marido anda a tentar recuperá-los. Mas por favor diga-lhe que as pessoas não podem andar por aí a fazer coisas destas.»

«OK, agora assine isto.»

Ele tinha anotado tudo num pequeno livro de notas. Dizia que eu, Henry Chinaski, renunciava de participar contra Lydia Vance.

Assinei e ele foi-se embora.

Tranquei o que restava da porta, fui-me deitar e tentei adormecer.

Passado mais ou menos uma hora, o telefone tocou. Era Lydia. Tinha regressado a casa.

«SEU FILHO DA PUTA, SE VOLTARES A FALAR NAS TUAS MULHERES, VOLTAREI A FAZER O MESMO!»

E desligou.

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Duas noites depois, passei por casa de Tammie, em Rustic Court. Bati à porta. Não havia luz. O apartamento parecia vazio. Vi a sua caixa de correio. Tinha correio lá dentro. Escrevi um bilhete, «Tammie, tentei telefonar-te várias vezes. Passei por cá e tu não estavas. Estás bem? Telefona-me... Hank».

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