Mulheres
«Vem cá», disse ela.
Era um quarto pequeno, muito mais parecido com uma alcova. Havia uma cama com os lençóis sujos. A colcha estava no chão. Abri o fecho das calças e tirei-o.
«Vinte dólares», disse ela.
«Põe lá a boca! Chupa-o até à última gota!»
«Vinte dólares», disse ela.
«Põe lá a boca! Chupa-o até à última gota!»
«Vinte dólares.»
«Já sei o preço. Faz por ganhá-lo. Esvazia-me os colhões.»
«.Primeiro, os vinte dólares...»
«Ah, sim? Eu dou-te os vinte, mas como é que sei se vais ou não gritar para chamar os polícias? Como hei-de saber se não aparece aí o teu amigo de dois metros e dez com um chicote?»
«Primeiro, os vinte dólares. Não te preocupes. Eu chupo-te. Chupo-te até à última gota.»
«Não confio em ti, sua puta.»
Fechei a braguilha e pirei-me dali; desci as escadas a correr. Cheguei ao fim, saltei para o Volks e fui para casa.
Comecei a beber. As estrelas não me ajudavam.
O telefone tocou. Era Bobby. «Levaste a íris ao avião?»
«Sim, Bobby, e tenho a agradecer-te o não teres cá vindo, para variar.»
«Olha, Hank, isso passa-se na tua cabeça. És velho e trazes todas essas miúdas para cá e quando um tipo novo se mete com elas ficas nervoso.»
«Confusão... falta de segurança, não é?»
«Pois...»
«OK, Bobby.»
«Em todo o caso, a Valerie pergunta se não queres cá vir beber um copo.»
«Porque não?»
Bobby tinha uma erva má, mesmo muito má. Fumámos.