Mulheres
Por fim, nenhum de nós as foi buscar...
Dee Dee e eu estávamos em minha casa, alguns dias mais tarde, para ver o correio e dar uma vista de olhos, quando o telefone tocou. Era Lydia. «Olá», disse ela, «estou em Utah.»
«Li o bilhete.»
«Como tens passado?», perguntou-me.
«Está tudo bem.»
«Utah é bonito no Verão. Devias cá vir. íamos acampar. Estão cá todas as minhas irmãs.»
«Agora não posso ir aí.»
«Porquê?»
«Bem, estou com Dee Dee.»
«Dee Dee?»
«Sim...»
«Eu sabia que havias de te servir desse número de telefone. Eu disse-te que o havias de usar.»
Dee Dee estava de pé, ao meu lado. «Por favor diz-lhe que me dê até Setembro», pediu Dee Dee.
«Esquece-a», disse Lydia. «Manda-a pró inferno. E tu vem cá ver-me.»
«Não vou deitar tudo fora só porque me telefonas. Além disso, vou ficar com Dee Dee até Setembro.»
«Setembro?»
«Sim.»
Lydia gritou. Um alto e longo grito. Depois desligou.
Depois disto, Dee Dee fazia os possíveis para me afastar da minha casa. Uma vez, quando lá fomos buscar o correio, reparei no telefone fora do gancho. «Não voltes a fazer isso», disse-lhe eu.
Dee Dee levava-me para longos passeios pela costa. Levava-me a passear às montanhas, íamos a leilões, ao cinema, a concertos de rock, a igrejas, ver amigos, a jantares e almoços, a espectáculos de magia, a piqueniques e ao circo. Os amigos dela fotografavam-nos juntos.
A viagem a Catalina foi horrível. Esperava no cais com Dee
62