Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 181 de 247

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Mulheres

«Porque não passas o Thanksgiving comigo? Eu…

«Porque não passas o Thanksgiving comigo? Eu trato do peru. Convidarei dois ou três amigos.» «Está bem, agrada-me a ideia.»

Debra inclinou-se para a frente para desligar o botão. Parecia estar feliz. Depois a luz desapareceu. Foi à casa-de-banho e voltou enrolada numa coisa fina. Deitou-se ao meu lado. Agarrámo-nos. Entesei-me. A sua língua ia e vinha na minha boca. Tinha uma língua grossa e quente. Fui descendo. Afastei os pêlos e comecei a mexer com a língua. Depois foi com o nariz. Ela respondia. Voltei a subir, montei-a e enfiei-o.

... Eu cavalgava sem parar. Tentei pensar em Tessie e na sua curta saia vermelha. Não ajudou. Tinha dado tudo à Tessie. Eu ia e vinha, ia e vinha.

«Desculpa, querida, bebi muito. Ah, sente o meu coração!» Pôs a mão no meu peito. «Bate depressa», disse ela. «Ainda estou convidado para o Thanksgiving?» «Com certeza, meu pobre querido, não te preocupes, por favor.» Dei-lhe um beijo e desejei-lhe boa noite, virei-me para o lado e tentei dormir.

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No dia seguinte de manhã, depois de Debra ter ido para o emprego, tomei um banho e tentei ver televisão. Andava nu de um lado para o outro, até que me apercebi de que podiam ver-me da rua pela janela da frente. Servi-me de um copo de sumo de uva e vesti-me. Como não tinha nada para fazer, voltei para minha casa.

Certifiquei-me de que as portas estavam fechadas à chave e caminhei em direcção ao Volks e regressei a Los Angeles.

No caminho lembrei-me de Sara, a terceira rapariga com quem me tinha encontrado na leitura no The Lancer. Tinha o seu número de telefone na carteira. Cheguei a casa, caguei e telefonei-lhe.

«Olá», disse eu, «sou o Chinaski, Henry Chinaski...»

«Sim, lembro-me de ti.»

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