Mulheres
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gias, andar de bicicleta, erva, o catolicismo, halteres, viagens, o recolhimento, a comida vegetariana, a índia, pintura, beber, andar por aí, iogurtes, congelados, Beethoven, Bach, Buda, Cristo, haxixe, sumo de cenoura, suicídio, roupas por medida, viajar de avião, Nova Iorque, e de repente tudo desaparece. As pessoas tinham de encontrar coisas para fazer enquanto esperavam pela morte. Acho que era bom podermos escolher.
Eu fiz a minha. Agarrei na garrafa de vodka e dei um gole. Os russos sabiam qualquer coisa.
A porta abriu-se e Cecelia entrou. Ela era óptima, com aquele seu corpo enérgico, bem esculpido. A maior parte das americanas eram ou demasiado pequenas ou pouco resistentes. Se se é um pouco grosseiro com elas, algo se quebra nelas e tornam-se neuróticas, e os seus maridos tornam-se fanáticos do desporto, alcoólicos ou obcecados por carros. Os noruegueses, os islandeses e finlandeses sabiam como deviam ser feitas as mulheres: grandes e fortes, um grande eu, grandes ancas, enormes e brancas coxas, uma cabeça grande, boca larga, grandes tetas, muito cabelo, grandes olhos, narinas largas e cá em baixo, a meio suficientemente grande e suficientemente estreita.
«Olá, Cecelia. Vem para a cama.»
«Estava bonito lá fora.»
«Acho que sim. Vem-me dizer boa noite.»
Ela foi para a casa-de-banho. Apaguei a luz do quarto.
Passado algum tempo, ela veio. Senti-a entrar na cama. Estava escuro, mas entrava alguma luz pelas cortinas. Estendi-lhe a garrafa. Ela bebeu um gole e depois passou-ma.
Estávamos sentados na cama, com as costas contra as almofadas. A minha coxa tocava na dela.
«Hank, a lua parecia uma pequena lâmina. Mas as estrelas eram brilhantes e lindas. Isto faz-nos pensar, não é?»
«Sim.»
«Algumas daquelas estrelas morreram há milhões de anos-luz e ainda podemos vê-las.»
Estendi o braço e puxei-lhe a cabeça de encontro a mim. A sua boca abriu-se. Estava molhada e era óptimo.
«Cecelia, vamos foder.»
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