Mulheres
Depois de Bobby ter saído, telefonei ao meu médico.
«Doze mil dólares.»
Depois de Bobby ter saído, telefonei ao meu médico.
Fui sóbrio para a leitura que se realizou no Museu de Arte Moderna. Li alguns poemas e alguém da assistência perguntou-me:
«Como é que não está bêbedo?»
«Henry Chinaski não pôde vir. Eu sou irmão dele,”
Li outro poema e depois disse a verdade sobre os antibióticos. Disse-lhes também que era contra a regra dos museus beber dentro do edifício. Alguém da assistência trouxe-me uma cerveja. Bebi-a antes de continuar a ler. Veio outra pessoa trazer-me mais uma cerveja. Os poemas saíam muito melhor.
Depois houve um jantar e uma festa num café. Sentada à minha frente, encontrava-se, sem dúvida, a rapariga mais bonita que já tinha visto. Parecia-se com a Katherine Hepburn quando jovem. Tinha cerca de 22 anos e irradiava beleza. Eu não parava de dizer piadas, chamando-a Katherine Hepburn. Ela parecia gostar. Não esperava nada dali. Ela estava com uma amiga. Quando chegou a altura de partir, eu disse à directora do museu, uma mulher chamada Nana, em casa de quem ia ficar: «Vou sentir a falta dela. É demasiado bonita para ser verdade».
«Ela vem connosco.»
«Não acredito.»
... Mais tarde, lá estava ela no meu quarto, em casa da Nana. Tinha uma camisa de noite transparente, sentou-se na ponta da cama a pentear os seus compridos cabelos e a sorrir-se para mim.
«Como te chamas?»
«Laura.»
«Bem, escuta Laura. Vou chamar-te Katherine.»
«Está bem.»
Os seus cabelos eram ruivos e bastante compridos. Era pequena mas bem proporcionada. O rosto era o que tinha de mais belo.
«Queres beber alguma coisa?», perguntei.
«Oh, não, eu não bebo! Não gosto.»
Agora, ela assustava-me. Não conseguia perceber o que esta-
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