Mulheres
mais bilhete de ida e volta em…
mais bilhete de ida e volta em avião, para espremer um limão.
A mesma história de sempre. As pequenas estudantes, com os seus corpos lúbricos e olhos como faróis, vinham pedir-me autógrafos. Gostaria de ter fodido umas cinco numa noite, e mandá-las depois dar uma volta.
Dois professores vieram para se rirem de mim, tomando-me pelo macaco da festa. Isso deve ter-lhes feito bem, devem ter pensado que eles também tinham agora a sua oportunidade frente à máquina de escrever.
Agarrei no cheque e saí. Estava prevista uma pequena e selecta reunião em casa de Cecelia. Isso não fazia parte do contrato assinado. Haveria raparigas, mas em casa de Cecelia eu tinha poucas possibilidades. Sabia isso. Como era de esperar, no dia seguinte acordei na minha cama, sozinho.
Bill estava outra vez doente. Tinha mais uma aula duma hora e antes de partir disse: «Cecelia levar-te-á ao aeroporto. Vou agora. Nada de despedidas emocionais».
«Está bem.»
Bill pôs o saco às costas e saiu com a bicicleta.
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Eu tinha regressado a L. A há uma semana e meia. Era noite. O telefone tocou. Era Cecelia, estava a chorar. «Hank, o Bill morreu. És a primeira pessoa a saber.»
«Meu Deus, Cecelia, não sei o que dizer.»
«Estou tão contente por me teres visitado. Depois da tua partida, o Bill falava constantemente em ti. Não podes saber o que a tua visita significou para ele.»
«O que aconteceu?»
«Ele disse que se sentia muito mal, levámo-lo para o hospital e duas horas depois estava morto. Sei que as pessoas vão pensar que foi uma overdose, mas não foi. Apesar de eu querer divorciar-me dele, amava-o.»
«Acredito em ti.»
«Não te quero chatear com tudo isto.»
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