Mulheres
Nessa sexta-feira à noite tocou o telefone. Era Mercedes.
«Hank, gostava de ir aí. Mas só para conversar, beber e fumar charros. Nada mais.»
«Se quiseres, vem.»
Meia hora depois, lá estava ela. Para grande surpresa minha, achei-a boa. Nunca tinha visto uma mini-saia tão curta como a sua e as suas pernas eram óptimas. Beijei-a com alegria. Ela fugiu.
«Depois daquela noite, não pude andar durante dois dias. Não me enrabes nunca mais.»
«Está bem, prometo nunca mais.»
Era sempre a mesma coisa. Sentámo-nos no sofá com o rádio ligado, conversámos, bebemos cerveja, fumámos. Beijei-a constantemente. Não conseguia parar. Ela comportava-se como se tivesse vontade, e depois insistia em dizer que não. Little Jack amava-a, o amor significava muito neste mundo.
«Claro que te ama», disse eu.
«Tu não me amas.»
«Es uma mulher casada.»
«Eu não amo Little Jack, mas preocupo-me muito com ele e ele ama-me.»
«Parece-me óptimo.»
«Já amaste?»
«Quatro vezes.»
«O que aconteceu? O que é feito delas?»
«Uma morreu. As outras três estão com outros homens.»
Nessa noite conversámos bastante tempo e fumámos muitos charros. Por volta das duas da manhã, disse a Mercedes: «Estou demasiado pedrado para guiar. Posso estampar-me».
«Despe-te e vai para a cama.»
«Está bem, mas tive uma ideia.»
«O que é?»
«Quero ver-te a bateres uma punheta! Quero vê-la a esguichar*.»
«Está bem, combinado.»
Ela despiu-se e foi para a cama. Despi-me e fiquei em pé, ao lado da cama. «Senta-te, assim vês melhor.»
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