Mulheres
Liza adormeceu com a cabeça na minha…
Liza adormeceu com a cabeça na minha barriga. Fiquei naquela posição mais ou menos uma hora. Depois estendi-me e adormecemos sobre as almofadas.
No dia seguinte, Liza levou-me ao seu estúdio. Comprámos sanduíches em frente ao estúdio e subimos com as bebidas. Era uma enorme sala, um segundo andar, completamente vazia, à excepção de algumas cadeiras, duma aparelhagem e cordas presas ao tecto. Não sabia para que servia aquilo.
«Queres que te ensine a dançar?», perguntou-me.
«Agora não me apetece muito», respondi.
Os dias e as noites seguintes foram iguais. Não foram maus, mas também não foram nada de excepcional. Fiz alguns progressos no colchão de água, mas continuava a preferir uma cama normal para foder.
Fiquei por mais três ou quatro dias e regressei a L. A.
Continuámos a escrever-nos.
Um mês depois, ela voltou a Los Angeles. Desta vez chegou a minha casa de calções. Parecia diferente, eu não sabia explicar porquê, mas ela estava diferente. Como eu não tinha prazer em estar só sentado com ela, levei-a às corridas, ao cinema, aos combates de boxe, tudo o que eu fazia com as mulheres que me agradavam, mas faltava qualquer coisa. Continuámos a fazer sexo, mas já não era tão excitante como dantes. Eu tinha a impressão que éramos casados.
Passados cinco dias, Liza estava sentada no sofá e eu lia o jornal quando disse: «Hank, isto não está bem, pois não?».
«Não.»
«O que é que está mal?»
«Não sei.»
«Vou-me embora. Não quero ficar aqui.»
«Acalma-te, não é assim tão mau.»
«Eu não compreendo.»
Não respondi.
«Hank, leva-me à sede da Women’s Liberation. Sabes on-
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