Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 113 de 247

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Mulheres

apertou, e nenhum de nós se olhou.…

apertou, e nenhum de nós se olhou. «És um velho porreiro», disse ele.

«Obrigado, Morse...»

E depois partiram.

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Na manhã seguinte, Tammie encontrou uma receita no seu saco. «Tenho de aviar isto», disse ela. «Olha para isto.»

A receita estava amarrotada e a tinta estava esborratada.

«O que aconteceu?»

«Bem, conheces o meu irmão, virou-se para os comprimidos.»

«Conheço o teu irmão. Deve-me vinte notas.»

«Pois, ele tentou arrancar-me a receita. Tentou estrangular-me. Pus a receita dentro da boca e engoli-a. Ou melhor, fingi ter engolido. Ele não tinha a certeza, foi daquela vez em que te telefonei para te pedir que o pusesses na rua. Ele cavou. Mas continuei com a receita na boca. Ainda não a utilizei. Mas posso aviá-la cá. O pior é tentar.»

«Está bem.»

Apanhámos o elevador para sair. Estava mais de 40 graus. Caminhava com dificuldade. Tammie pôs-se a andar, eu segui atrás dela, ela serpenteava de um lado para o outro do passeio.

«Anda!», disse ela. «Depressa!»

Ela tinha tomado qualquer coisa - devia ser tranquilizantes.

Estava embriagada. Parou frente a um quiosque e começou a ver uma revista. Penso que era a Variety. Ficou ali especada. Parei ao lado dela. Era chato e absurdo. Ela fixava apenas a Variety.

«Ouve, irmã, ou compras essa porcaria ou desanda!» Era o homem do quiosque.

Tammie afastou-se. «Meu Deus, Nova Iorque é um sítio horrível! Eu só queria ver se havia alguma coisa sobre a leitura!»

Tammie caminhava aos ziguezagues, oscilando de um lado para o outro do passeio. Em Hollywood, os carros teriam parado ao lado dela, os pretos ter-lhe-iam feito propostas, ela teria

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