Mulheres
duma maneira ou doutra. Mesmo os cães,…
duma maneira ou doutra. Mesmo os cães, os gatos, os pássaros, os vendedores de jornais e as putas eram doidos.
As nossas casas de banho em Hollywood ocidental não funcionavam nunca e nem mesmo os canalizadores baratos dos proprietários as reparavam. Tirávamos as tampas dos autoclismos e puxávamos à mão. As torneiras pingavam, as baratas rastejavam, os cães cagavam em todo o lado e as portas de rede tinham grandes buracos por onde entravam as moscas e toda a espécie de insectos voadores.
A campainha tocou, levantei-me e abri a porta. Era Tessie. Era uma quarentona, atraente, uma ruiva de cabelos pintados.
«És o Henry, não és?»
«Sim. A Debra está na casa-de-banho. Senta-te.»
Ela trazia uma saia vermelha curta. As suas coxas eram boas. Os tornozelos e as pernas não eram maus. Parecia gostar de foder.
Fui à casa-de-banho e bati à porta.
«Debra, está aqui a Tessie...»
O primeiro antiquário ficava a um ou dois quarteirões do mar. Parei o Volks e saímos. Andei lá dentro às voltas com elas. Os preços eram entre os 800 e l .500 dólares... Velhos relógios, cadeiras antigas, mesas antigas. Os preços eram inacreditáveis. Dois ou três empregados andavam por ali e esfregavam as mãos. Trabalhavam, evidentemente, à comissão. O dono devia comprar as coisas na Europa ou nos montes Ozark por uma ninharia. Fiquei chateado ao ver aqueles preços exorbitantes. Disse às raparigas que esperava por elas no carro.
Encontrei um bar do outro lado da rua, entrei e sentei-me. Pedi uma cerveja. O bar estava cheio de rapazes, a maioria com menos de 25 anos. Eram loiros e magros ou morenos e magros, e vestiam calças e camisas justas. Eram inexpressíveis e imperturbáveis. Não havia mulheres. Um televisor enorme estava ligado, com o som cortado. Ninguém olhava para lá. Ninguém falava. Acabei a cerveja e saí.
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