Mulheres
durante os aplausos. Tudo o que eu…
durante os aplausos. Tudo o que eu tinha a fazer era parar por ali.
Não se pode nem subestimá-los nem beijar-lhes o eu. Tinha de se encontrar um meio termo.
Li outros poemas, bebia a cerveja. Fiquei bêbedo. As palavras tornavam-se difíceis de pronunciar. Saltei linhas, deixei cair poemas ao chão. Depois parei e fiquei ali sentado a beber.
«É porreiro», disse eu, «vocês pagam para me verem beber.»
Fiz um esforço e li-lhes mais alguns poemas. Por fim, li-lhes alguns bem porcos e parei.
«Pronto», disse eu.
Gritaram por mais.
Os rapazes dos matadouros, os rapazes de Sears Roebuck, todos os rapazes de todos os sítios em que trabalhei quando era miúdo e já adulto, não teriam nunca acreditado nisto.
No escritório havia mais bebidas e imensos charros, autênticas bombas. Marty agarrou no telefone para saber como corriam as coisas à porta.
Tammie olhava para Marty.
«Não gosto de ti. Não gosto mesmo nada dos teus olhos», disse ela.
«Não te preocupes com os olhos dele», disse eu. «Vamos buscar o dinheiro e vamo-nos embora.»
Marty preencheu o cheque e passou-mo. «Aqui está, duzentos dólares...»
«Duzentos dólares!», gritou-lhe Tammie. «Seu filho da puta!»
Li o cheque. «Ele está a brincar», disse eu, «acalma-te.»
Ela ignorou-me. «Duzentos dólares, seu filho...»
«Tammie», disse eu, «são quatrocentos...»
«Assina o cheque», disse Marty, «e dou-te já o dinheiro.»
«Fiquei mesmo bêbeda», disse-me Tammie. «Perguntei a este gajo: ”Posso encostar-me a ti?” e ele disse OK.»
Assinei e Marty deu-me um maço de notas. Guardei-o no bolso.
«Olha, Marty, acho melhor irmo-nos embora.»
«Odeio os teu olhos», disse-lhe Tammie.
«Porque não ficam e conversamos um pouco?»
«Não, temos de ir.»
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