Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 120 de 247

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Mulheres

durante os aplausos. Tudo o que eu…

durante os aplausos. Tudo o que eu tinha a fazer era parar por ali.

Não se pode nem subestimá-los nem beijar-lhes o eu. Tinha de se encontrar um meio termo.

Li outros poemas, bebia a cerveja. Fiquei bêbedo. As palavras tornavam-se difíceis de pronunciar. Saltei linhas, deixei cair poemas ao chão. Depois parei e fiquei ali sentado a beber.

«É porreiro», disse eu, «vocês pagam para me verem beber.»

Fiz um esforço e li-lhes mais alguns poemas. Por fim, li-lhes alguns bem porcos e parei.

«Pronto», disse eu.

Gritaram por mais.

Os rapazes dos matadouros, os rapazes de Sears Roebuck, todos os rapazes de todos os sítios em que trabalhei quando era miúdo e já adulto, não teriam nunca acreditado nisto.

No escritório havia mais bebidas e imensos charros, autênticas bombas. Marty agarrou no telefone para saber como corriam as coisas à porta.

Tammie olhava para Marty.

«Não gosto de ti. Não gosto mesmo nada dos teus olhos», disse ela.

«Não te preocupes com os olhos dele», disse eu. «Vamos buscar o dinheiro e vamo-nos embora.»

Marty preencheu o cheque e passou-mo. «Aqui está, duzentos dólares...»

«Duzentos dólares!», gritou-lhe Tammie. «Seu filho da puta!»

Li o cheque. «Ele está a brincar», disse eu, «acalma-te.»

Ela ignorou-me. «Duzentos dólares, seu filho...»

«Tammie», disse eu, «são quatrocentos...»

«Assina o cheque», disse Marty, «e dou-te já o dinheiro.»

«Fiquei mesmo bêbeda», disse-me Tammie. «Perguntei a este gajo: ”Posso encostar-me a ti?” e ele disse OK.»

Assinei e Marty deu-me um maço de notas. Guardei-o no bolso.

«Olha, Marty, acho melhor irmo-nos embora.»

«Odeio os teu olhos», disse-lhe Tammie.

«Porque não ficam e conversamos um pouco?»

«Não, temos de ir.»

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