Mulheres
Amparei-a e deixei-a respirar um pouco, e…
Amparei-a e deixei-a respirar um pouco, e voltei a repetir. Fi-lo várias vezes. Continuou a vomitar. Numa das vezes, quando eu a levantava, os seus dentes saíram da boca. Caíram sobre a colcha - os de cima e os de baixo.
«Oh... os meus dentes», disse ela. Ou tentou dizê-lo.
«Não te preocupes com os dentes.»
Enfiei-lhe de novo os meus dedos na garganta. Depois deitei-a.
«Não quero que vejas os meus dentes...»
«São perfeitos, Dee Dee. Não são nada maus.»
Com esforço, consegui pôr-lhe os dentes no lugar.
«Leva-me a casa, quero ir para casa.»
«Eu fico contigo. Não quero deixar-te só, esta noite.»
«Mas tu vais acabar por me deixar?»
«Vamo-nos vestir», disse eu.
Valentino teria ficado com Lydia e Dee Dee. Foi por isso que morreu tão novo.
Lydia voltou e encontrou um belo apartamento em Burbank. Ela parecia preocupar-se muito mais comigo do que antes da sua partida. «O meu marido tinha um enorme caralho e era tudo o que tinha. Não tinha personalidade nem vibrações. Apenas um enorme caralho e pensava ele que era tudo quanto precisava. Meu Deus, como era estúpido! Contigo, continuo a ter vibrações... este feedback eléctrico nunca pára.» Estávamos os dois na cama.
«E nem sequer sabia que ele tinha um grande caralho, porque o dele foi o primeiro que vi.» Ela examinou-me cuidadosamente. «Pensei que todos fossem assim.»
«Lydia...»
«O que foi?»
«Tenho que dizer-te uma coisa.»
«O quê?»
«Tenho de ir ver Dee Dee.»
« Vais ver a Dee Dee?»
«Não brinques. Há um motivo.»
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