Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 44 de 247

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Mulheres

Amparei-a e deixei-a respirar um pouco, e…

Amparei-a e deixei-a respirar um pouco, e voltei a repetir. Fi-lo várias vezes. Continuou a vomitar. Numa das vezes, quando eu a levantava, os seus dentes saíram da boca. Caíram sobre a colcha - os de cima e os de baixo.

«Oh... os meus dentes», disse ela. Ou tentou dizê-lo.

«Não te preocupes com os dentes.»

Enfiei-lhe de novo os meus dedos na garganta. Depois deitei-a.

«Não quero que vejas os meus dentes...»

«São perfeitos, Dee Dee. Não são nada maus.»

Com esforço, consegui pôr-lhe os dentes no lugar.

«Leva-me a casa, quero ir para casa.»

«Eu fico contigo. Não quero deixar-te só, esta noite.»

«Mas tu vais acabar por me deixar?»

«Vamo-nos vestir», disse eu.

Valentino teria ficado com Lydia e Dee Dee. Foi por isso que morreu tão novo.

Lydia voltou e encontrou um belo apartamento em Burbank. Ela parecia preocupar-se muito mais comigo do que antes da sua partida. «O meu marido tinha um enorme caralho e era tudo o que tinha. Não tinha personalidade nem vibrações. Apenas um enorme caralho e pensava ele que era tudo quanto precisava. Meu Deus, como era estúpido! Contigo, continuo a ter vibrações... este feedback eléctrico nunca pára.» Estávamos os dois na cama.

«E nem sequer sabia que ele tinha um grande caralho, porque o dele foi o primeiro que vi.» Ela examinou-me cuidadosamente. «Pensei que todos fossem assim.»

«Lydia...»

«O que foi?»

«Tenho que dizer-te uma coisa.»

«O quê?»

«Tenho de ir ver Dee Dee.»

« Vais ver a Dee Dee?»

«Não brinques. Há um motivo.»

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