Mulheres
Tirou duas. Das pretas. As melhores. Tomei…
Tirou duas. Das pretas. As melhores. Tomei a minha com o vinho.
«Tenho o melhor dealeràã. cidade. Nunca me engana», disse ela.
«Óptimo.»
«Já te viciaste alguma vez?»
«Experimentei coca durante algum tempo, mas não conseguia suportar a ressaca. No dia seguinte tinha medo de ir à cozinha porque havia lá uma faca de carniceiro. Além disso, 50 ou
75 notas por dia é muito para mim.»
«Tenho alguma coca.»
«Não quero.»
Serviu mais vinho.
Não sei porquê, mas com cada nova mulher, era como se fosse a primeira, como se eu nunca tivesse conhecido nenhuma. Beijei-a. Ao beijá-la, passei com a mão por todo aquele cabelo.
«Queres música?»
«Não, não me apetece.»
«Conheceste Dee Dee Bronson, não foi?», perguntou Cassie.
«Sim, já não a vejo há muito tempo.»
«Sabes o que lhe aconteceu?»
«Não.»
«Primeiro, perdeu o emprego e partiu para o México. Conheceu um toureiro já retirado das arenas. Toureiro esse que lhe fez a vida negra e lhe roubou o seguro de vida no valor de sete mil dólares.»
«Pobre Dee Dee: deixou-me para isso.»
Cassie levantou-se. Olhei para ela enquanto atravessava a sala. O seu eu apertado naquele vestido bamboleava e resplandecia. Voltou com mortalhas e alguma erva. Fez um charro.
«Depois teve um acidente de automóvel.»
«Ela não sabia conduzir. Tu conhece-la bem?»
«Não. Mas no nosso ramo sabem-se as notícias.»
«Vai ser difícil viver até tu morreres», disse eu.
Cassie passou-me o charro. «A tua vida parece perfeita», disse ela.
«A sério?»
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