Mulheres
-me algumas folhas de papel. Era escritor.…
-me algumas folhas de papel. Era escritor. Agarrei nas folhas e olhei para elas. E as folhas tinham cancro. A sua escrita tinha cancro. Continuei a sonhar. Tens direito a um pouco de amor.»
Beijámo-nos.
«Ouve», disse ela, «depois de enfiares isso dentro de mim, retira antes de te vires. OK?»
«Compreendo.»
Saltei-lhe para cima. Era bom. Passava-se qualquer coisa, qualquer coisa de real, com uma rapariga vinte anos mais nova do que eu e na verdade, acima de tudo, muito bonita. Fui e vim dez vezes - e vim-me dentro dela.
Ela deu um salto.
«Filho da puta! Vieste-te dentro de mim!»
«Lydia, já foi há tanto tempo... foi tão bom... Não consegui evitar. Pôs-me fora de mim! Juro por Deus, não pude evitar.»
Ela correu para a casa-de-banho e pôs a água a correr na banheira. Pôs-se em frente ao espelho para pentear os seus compridos cabelos castanhos. Estava mesmo bonita.
«Filho da puta! Meu Deus, que truque estúpido de menino de liceu! É a merda do liceu! E não podia ter acontecido na pior altura! Bem, agora vivemos juntos! Agora vivemos juntos!»
Aproximei-me dela. «Lydia, eu amo-te.»
«Vai-te embora! Desaparece!»
Empurrou-me, fechou a porta e eu fiquei cá fora, no corredor, a ouvir a água do banho que corria.
Não vi Lydia durante dois dias, mas durante este período tentei telefonar-lhe umas seis ou sete vezes. Depois veio o fim-de-semana. O seu ex-marido, Gerald, costumava ficar com as crianças, durante os fins-de-semana.
Nesse sábado de manhã, dirigi-me de carro para casa dela, aonde cheguei por volta das onze, e bati à porta. Ela trazia uns jeans apertados, botas e uma blusa cor de laranja. Os seus olhos
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