Mulheres
«Ele foi muito grosseiro! Detesto esse género…
«Ele foi muito grosseiro! Detesto esse género de tipos! São autêntica meráal»
«Se ao menos tivessem alguma originalidade, escapavam. Só que não têm imaginação nenhuma. Talvez por isso sejam solitários.»
«Vou apostar no Zag-Zig.»
«Vou comprar-te um bilhete.»
Zag-Zig não manteve a distância. Chegou muito fraco ao portão, o cavaleiro mantinha-o afastado da cal com o chicote. Zag-Zig partiu mal e depois galopou. Ultrapassou um cavalo. Fomos até ao bar. Uma corrida lamentável para um cavalo com
6 contra 5.
Pedimos dois Bloody Mary.
«Gostas que te façam broche?», perguntou Tanya.
«Depende. Algumas vezes fazem-no bem, mas a maioria não.»
«Nunca encontras aqui amigos?»
«Já encontrei, na corrida anterior.»
«Uma mulher?»
«Não, um tipo, um carteiro. Eu não tenho amigos.»
«Tens-me a mim.»
«Quarenta e cinco quilos de sexo desenfreado.»
«É tudo o que vês em mim?»
«Claro que não. Tens esses olhos enormes.»
«Não és muito simpático.»
«Vamos ver a próxima corrida.»
Vimos a corrida. Ela apostou no dela, eu no meu. Perdemos.
«Vamo-nos embora daqui», disse eu.
«OK», disse Tanya.
De regresso a casa sentámo-nos no sofá a beber. Tanya não era má rapariga. Tinha um ar muito triste. Usava vestidos, sapatos de salto alto e os seus tornozelos eram bem feitos. Eu não sabia o que ela esperava de mim. Não tinha nenhum desejo de ser desagradável para ela. Tinha uma língua comprida e fina
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