Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 219 de 247

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Mulheres

mente excitavam-me. O meu caralho estava teso,…

mente excitavam-me. O meu caralho estava teso, mas o meu espírito estava longe dali.

«És judia?», perguntei-lhe.

«Não.»

«Pareces judia.»

«Não sou.»

«Vives em Fairfax, não é?»

«Sim.»

«Os teus pais são judeus?»

«Escuta, que perguntas são essas sobre judeus.»

«Não te sintas mal. Alguns dos meus melhores amigos são judeus.»

Voltei a esfregar-lhe os seios.

«Pareces assustado», disse Valência. «Pareces muito tenso.»

Abanei-lhe com o caralho sobre a cara.

«.Isto parece-te assustado?»

«É horrível. Onde foste arranjar todas essas veias?»

«Gosto delas.»

Agarrei-lhe pelos cabelos, encostei-lhe a cabeça à parede e beijei-a enquanto a olhava fixamente nos olhos. Comecei a brincar com a sua cona. Ela resistiu durante bastante tempo. Depois cedeu e enfiei-lhe o dedo. Encontrei o clitóris e mexi nele. Montei-a. O caralho dentro dela. Podíamos. Não tinha nenhum desejo de lhe agradar. Tinha uma cona estreita. Sentia-me bem dentro dela, mas ela não reagia. Não me preocupei. Cavalgava, cavalgava. Mais uma foda. A procura. Não havia a sensação de violação. A pobreza e a ignorância tinham a sua própria verdade. Ela pertencia-me. Éramos dois animais numa floresta e eu assassinava-a. Ela começou a gozar. Beijei-a e os seus lábios, por fim, abriram-se. Fui até ao fundo. As paredes azuis observavam-nos. Valência começou a fazer pequenos sons. Isso excitou-me.

Quando ela saiu da casa-de-banho eu já estava vestido. Havia duas bebidas sobre a mesa. Bebemo-las.

«Porque foste viver para Fairfax?», perguntei-lhe.

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