Mulheres
vam porque ainda não estava morto e…
vam porque ainda não estava morto e isso deixava-me incomodado. Eles talvez não pensassem em tais coisas, mas quando um tipo tem 300 ressacas por ano torna-se paranóico.
Encontrei quatro garrafas de bom vinho branco e saí com elas. Quatro rapazinhos mexicanos estavam sentados cá fora.
«Eh, senhor! Dê-nos algum dinheiro! Eh, dê-nos algum dinheiro!»
«Para quê?»
«Precisamos, meu, precisamos, não sabe?»
«Vão comprar Coca-Cola?»
«Pepsi-Cola, meu!»
Dei-lhes cinquenta cêntimos.
(ESCRITOR IMORTAL AJUDA OS PUTOS DA RUA)
Correram. Abri a porta do carro e pus o vinho lá dentro. Nesse preciso momento, vinha uma carrinha a grande velocidade e uma das portas abriu-se violentamente. Uma mulher foi atirada brutalmente. Era uma jovem mexicana, de 22 anos, sem seios, e vestia calças cinzentas. Os seus cabelos negros estavam sujos e despenteados. O tipo que conduzia a carrinha pôs-se a gritar: «SUA PUTA! SUA PUTA DE MERDA! PARTO-TE ESSE CU!».
«SEU CABRÃO!», gritou ela. «SEU MONTE DE MERDA!»
Ele saltou da carrinha e correu atrás dela. Queria matá-la. Ela correu para a loja das bebidas. Ele viu-me, desistiu, voltou para a carrinha, dirigiu-se para o parque de estacionamento e virou para Hollywood Boulevard.
Dirigi-me à rapariga.
«Estás bem?»
«Sim.»
«Posso fazer alguma coisa por ti?»
«Sim, leva-me para Van Ness. Para o cruzamento da Van Ness com a Franklin.»
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