Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 139 de 247

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Mulheres

vez isso o ajudasse. Nunca teve sorte,…

vez isso o ajudasse. Nunca teve sorte, nos Estados Unidos, com os seus poemas. Gostavam dele na Austrália. Aqui talvez o descobrissem um dia, ou talvez não. Talvez no ano 2000. Era um tipo duro, forte, que dava tudo por tudo, dava-se pela sua presença. Agradava-me.

Bebíamos calmamente quando tocou o telefone. Era outra vez Cecelia. O tornado tinha passado ou talvez tivesse passado ao lado. Bill ia dar a aula. Eu ia ler nessa noite. Assustador. Estava tudo a correr bem. Éramos trabalhadores a tempo inteiro.

Por volta do meio-dia e meia Bill pôs os seus livros de apontamentos e tudo o que precisava num saco, montou-se na bicicleta e partiu para a universidade.

Cecelia chegou a casa a meio da tarde. «O Bill saiu bem disposto?» «Sim, foi de bicicleta. Estava bem.» «Bem, como? Esteve a fumar merda!» «Parecia estar bem. Comeu e tudo.» «Eu ainda o amo, Hank. Só que já não suporto mais.» «Claro.»

«Não sabes quanto é importante para ele a tua presença. Ele lia-me todas as tuas cartas.» «Porcas, ha?»

«Não, engraçadas. Fazia-nos rir.» «Vamos foder, Cecelia.» «Hank, agora estás a fazer o teu jogo.» «Es tão atraente. Deixa-me meter-to.» «Estás bêbedo, Hank.» «Tens razão. Esquece.»

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Nessa noite, dei uma leitura péssima. Não me preocupava. Eles não se preocupavam. Se o John Cage podia arrebatar mil dólares para comer uma maçã, eu aceitava quinhentos,

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