Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 103 de 247

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Mulheres

«Estive em Galveston. Em pesquisas.»

«Ouvi dizer que tens uma leitura no sábado, em Nova Iorque.»

«Sim, e Tammie, a minha miúda, quer ir.»

«Tu leva-la?»

«Não, não tenho dinheiro.»

«Quanto custa a passagem?»

«Ida e volta, 316 dólares.»

«Queres mesmo levá-la?»

«Sim, acho que sim.»

«Está bem, que vá. Envio-te um cheque.»

«A sério?»

«Sim.»

«Não sei o que dizer...»

«Esquece. Mas lembra-te do Dylan Thomas.»

«A mim não me matam.»

Despedimo-nos. Tammie chupava a cerveja.

«Bem», disse eu, «tens dois ou três dias para fazeres a mala.»

«Queres dizer que vou?»

«Sim, o meu editor paga-te a passagem.»

Tammie deu um salto e agarrou-se a mim. Beijou-me, agarrou-me os tomates e tirou-me o caralho. «És o cabrão mais meigo!»

Nova Iorque. Tirando Dálias, Houston, Charleston e Atlanta, é o pior sítio em que já estive. Tammie colou-se a mim e o meu caralho entesou-se. Joanna Dover não tinha esgotado as minhas reservas...

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O nosso avião partia de L. A. às três e meia de sábado. As duas horas, subi e fui bater à porta de Tammie. Ela não estava. Desci, entrei em casa e sentei-me. O telefone tocou. Era ela. «Escuta», disse eu, «temos de começar a pensar em partir. Há pessoas à minha espera no aeroporto Kennedy. Onde estás?»

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