Mulheres
Apesar dos comprimidos, ela tentava falar. «Hank...»,…
Apesar dos comprimidos, ela tentava falar. «Hank...», disse ela. Por fim, vim-me e fiquei dentro ela. Estávamos encharcados em suor. Virei-me para o lado, levantei-me, despi-me e fui tomar banho. Mais uma vez, eu tinha fodido aquela ruiva, 32 anos mais nova do que eu. Senti-me bem, sob o chuveiro. Tinha a intenção de viver até aos oitenta para poder foder uma rapariga de dezoito anos. O ar condicionado não funcionava, mas funcionava o chuveiro. Senti-me mesmo bem. Estava pronto para a entrevista.
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De regresso a L. A., tive quase uma semana de paz. O telefone tocou. Era o dono dum clube nocturno de Manhattan Beach, Marty Seavers. Já lá tinha feito uma ou duas leituras. O clube chamava-se Smack-Hi.
«Chinaski, quero que leias durante uma semana, a partir sexta-feira. Podes arrecadar cerca de 450 dólares.»
«Está bem.»
Actuavam lá grupos de rock. Era um público diferente do das faculdades. Eram tão odiosos como eu e insultávamo-nos entre um e outro poema. Eu preferia assim.
«Chinaski», disse Marty, «tu pensas que tens problemas com mulheres. Deixa-me contar-te. A tipa que eu tenho agora tem uma relação estranha com as janelas. Enquanto durmo, ela aparece no quarto por volta das 3 ou 4 da manhã. Abana-me. Fica ali em pé e diz-me: ”Só queria ter a certeza de que estavas a dormir sozinho”!».
«Morte e transfiguração.»
«Uma outra noite, estava eu sentado quando bateram à porta. Sabia que era ela. Abri a porta e ela não estava lá. São onze da noite e estou em calções. Estive a beber e estou preocupado. Saio a correr em calções. Eu ofereci-lhe 400 dólares em vestidos no seu aniversário. Saio a correr e lá estavam os vestidos, sobre o tejadilho do meu novo carro, e estavam em fogo, estavam a ar-
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