Mulheres
Quando a última garrafa ficou vazia, disse-lhe…
Quando a última garrafa ficou vazia, disse-lhe que estava demasiado bêbedo para conduzir até casa.
«Oh, podes dormir na minha cama, mas nada de sexo.»
«Porquê?»
«Não deve haver sexo fora do casamento.»
«Não deve ha...»
«Drayer Baba não acredita nisso.»
«Deus pode enganar-se, por vezes.»
«Nunca.»
«Está bem, vamos para a cama.»
Beijámo-nos às escuras. Sempre gostei de beijar e Sara era uma das melhores beijadoras que eu havia encontrado. Só Lydia se lhe comparava. Todas as mulheres eram diferentes, cada uma beijava à sua maneira. Nesse preciso momento, Lydia devia estar aos beijos com algum filho da puta, ou ainda pior, a beijar-lhe as partes. Katherine devia estar a dormir em Austin.
Sara tinha na mão o meu caralho, acariciava-o, esfregava-o. Depois encostou-o contra a cona. Ela esfregava-o contra a cona, de cima para baixo, de baixo para cima. Ela estava a obedecer ao seu Deus, Drayer Baba. Não lhe agarrei na cona porque achei que isso ofenderia Drayer. Beijámo-nos apenas, e ela continuava a esfregar o caralho contra a cona ou talvez contra o clitóris, não tinha a certeza. Esperei que ela o metesse na sua cona. Mas continuou a esfregar. Os pintelhos começaram a irritar-me o caralho. Retirei-me.
«Boa-noite, querida», disse. Virei-me e fiquei de costas para ela. Drayer Baba, pensei, nesta cama tens alguém que acredita cegamente em ti.
De manhã começámos outra vez com o esfreganço e com o mesmo resultado. Decidi: pró inferno, não preciso deste género de inacção.
«Queres tomar banho?», perguntou Sara.
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«Com certeza.»
Fui para a casa-de-banho e pus a água a correr. Durante a noite tinha prevenido a Sara que uma das minhas pancadas era tomar três ou quatro banhos quentes por dia. A velha terapia pela água.
A banheira dela levava mais água do que a minha, e a água era muito quente. Eu media um metro e oitenta, mas mesmo assim conseguia esticar-me completamente dentro da banheira.
Antigamente faziam-se banheiras para imperadores e não para empregados bancários com cinco pés de altura.
Entrei para a banheira e estendi-me. Óptimo. Depois levantei-me para observar o meu pobre caralho esfolado pela pintelheira da cona dela. Tempo perdido, velho rapaz, mas sempre é melhor que nada, não é? Sentei-me outra vez na banheira e estendi-me. O telefone tocou. Houve uma pausa.
Depois Sara bateu à porta.
«Entra!»
«Hank, é a Debra.»
«Debra? Como é que ela soube que eu estava aqui?»
«Telefonou para todo o lado. Queres que lhe diga para telefonar depois?»
«Não, diz-lhe para esperar.»
Encontrei uma toalha grande e enrolei-a pela cintura. Fui para a sala. Sara conversava com Debra ao telefone.
«Oh, aqui está ele»
Sara passou-me o telefone. «Olá, Debra.»
«Hank, onde estavas?»
«Na banheira.»
«Na banheira?»
«Sim.»
«Acabaste de sair de lá?»
«Sim.»
«O que trazes vestido?»
«Tenho uma toalha à cintura.»
«Como consegues ter uma toalha à cintura e falar ao telefone?»
«Estou a fazê-lo.»
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