Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 130 de 247

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Mulheres

«É melhor apressarmo-nos. A máquina pode ser vendida.»

Ri-me. Escapou-me.

«É melhor apressarmo-nos. A máquina pode ser vendida.»

«Porque não deixas o Filbert comprar-te a merda da máquina?»

«Olha, se não quiseres comprá-la, o melhor é parares e deixares-me sair!»

Parei o carro e abri a porta.

«Seu filho da puta, prometeste-me comprar a máquina! Se não a compras, começo a gritar e a partir os vidros!»

«Está bem. A máquina é tua.»

Fomos até à loja. A máquina ainda lá estava.

«Esta máquina passou a maior parte do tempo num asilo de loucos», disse-nos a senhora.

«Vai para a pessoa certa», retorqui.

Dei as vinte notas à senhora e regressámos. Filbert tinha partido.

«Queres entrar um bocado?», perguntou Tammie.

«Não, tenho de ir.»

Ela podia muito bem carregar a máquina sem ajuda. Era portátil.

72

Na semana seguinte, bebi todos os dias. Bebi dia e noite e escrevi vinte e cinco ou trinta poemas fúnebres sobre o amor perdido.

Na sexta-feira à noite, o telefone tocou. Era Mercedes.

«Casei-me com o Little Jack. Conheceste-o naquela festa à noite, quando foste ler a Venice. E um tipo porreiro e tem dinheiro. Vamo-nos mudar para Valley.»

«Muito bem, Mercedes, muitas felicidades.»

«Mas sinto falta das nossas noites de copos e conversas. Posso ir aí esta noite!»

«Está bem.»