Mulheres
«É melhor apressarmo-nos. A máquina pode ser vendida.»
Ri-me. Escapou-me.
«É melhor apressarmo-nos. A máquina pode ser vendida.»
«Porque não deixas o Filbert comprar-te a merda da máquina?»
«Olha, se não quiseres comprá-la, o melhor é parares e deixares-me sair!»
Parei o carro e abri a porta.
«Seu filho da puta, prometeste-me comprar a máquina! Se não a compras, começo a gritar e a partir os vidros!»
«Está bem. A máquina é tua.»
Fomos até à loja. A máquina ainda lá estava.
«Esta máquina passou a maior parte do tempo num asilo de loucos», disse-nos a senhora.
«Vai para a pessoa certa», retorqui.
Dei as vinte notas à senhora e regressámos. Filbert tinha partido.
«Queres entrar um bocado?», perguntou Tammie.
«Não, tenho de ir.»
Ela podia muito bem carregar a máquina sem ajuda. Era portátil.
72
Na semana seguinte, bebi todos os dias. Bebi dia e noite e escrevi vinte e cinco ou trinta poemas fúnebres sobre o amor perdido.
Na sexta-feira à noite, o telefone tocou. Era Mercedes.
«Casei-me com o Little Jack. Conheceste-o naquela festa à noite, quando foste ler a Venice. E um tipo porreiro e tem dinheiro. Vamo-nos mudar para Valley.»
«Muito bem, Mercedes, muitas felicidades.»
«Mas sinto falta das nossas noites de copos e conversas. Posso ir aí esta noite!»
«Está bem.»