Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 200 de 247

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Mulheres

e puxei-a de encontro a mim. Eu…

e puxei-a de encontro a mim. Eu soluçava. As lágrimas corriam como vinho. Não conseguia parar. Uma parte de mim chorava, a outra parte fugia.

«Hank, o que se passa?»

«Não posso passar o Thanksgiving contigo.»

«Porquê? Porquê? Qual é o problema?»

«O problema é que sou um MONTE DE MERDA!»

A minha culpa apertava-me cá dentro e tive um espasmo. Era doloroso.

«Uma dançarina de ventre vem do Canadá para passar o Thanksgiving comigo.»

«Uma dançarina de ventre?»

«Sim.»

«Ela é bonita?»

«Sim, é. Desculpa, desculpa...»

Debra empurrou-me.

Agarrou no saco e foi para a cozinha. Ouvi a porta do frigorífico abrir-se e fechar-se.

«Debra», disse eu, «vou-me embora.»

Não houve resposta da cozinha. Abri a porta da frente e saí. O Volks começou a trabalhar. Liguei o rádio, acendi os faróis e voltei para L. A.

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Na quarta-feira à noite fui esperar íris ao aeroporto. Sentei-me a olhar para as mulheres. Nenhuma delas - excepto uma ou duas - era tão bonita como a íris. Havia algo de errado comigo: só pensava em sexo. Imaginava-me logo na cama com cada mulher que visse. Era uma maneira agradável de passar o tempo numa sala de aeroporto. Mulheres: gostava da cor das suas roupas; do modo como andavam; a crueldade de alguns rostos; de quando em quando, a beleza quase perfeita dum rosto, encantadoramente feminino. Elas tinham uma vantagem sobre nós: planeavam muito melhor a sua vida, eram muito mais organizadas. Enquanto os homens viam os jogos de fute-

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