Mulheres
Fui o último a sair do avião,…
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Fui o último a sair do avião, e lá estava Joanna Dover.
«Meu Deus!», riu-se. «Estás com um ar horrível
«Joanna, vamos emborcar um Bloody Mary enquanto esperamos pela minha bagagem. Oh, merda, não tenho bagagem nenhuma. De qualquer modo, vamos beber um Bloody Mary.»
Entrámos no bar e sentámo-nos.
«Assim nunca irás a Paris.»
«Não sou doido por franceses. Nasci na Alemanha, lembra-te.»
«Espero que gostes da minha casa. É simples. São dois andares e montes de espaço.»
«Desde que fiquemos na mesma cama.»
«Tenho tintas.»
«Tintas?»
«Se quiseres podes pintar.»
«Merda! Mas contudo, obrigado. Interrompi alguma coisa?»
«Não. Havia um mecânico. Mas acabou, pouco a pouco. Não gostava da minha casa.»
«Sê gentil comigo, Joanna, foder e fazer broche não é tudo.»
«Foi por isso que te comprei as tintas. Para quando estiveres a descansar.»
«És de facto uma grande mulher, esquecendo a tua altura.»
«Pensas que eu não sabia?»
Gostei da casa. Todas as portas e janelas tinham rede. As janelas eram grandes e abriam-se. No chão não havia tapetes, duas casas de banho, mobília antiga e mesas por todo o lado, grandes e pequenas. Era simples e confortável.
«Toma um banho», disse Joanna.
Ri-me. «Esta é a única roupa que eu tenho para vestir.»
«Amanhã vamos comprar mais alguma. Depois de tomares banho, vamos sair para comer marisco. Conheço um sítio óptimo.»
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